O ÚLTIMO PASSAROSSAURO E OS FATOS
O MICRORAPTOR GUI (MAIS UM
“NEGÓCIO DA CHINA”!)
Autor: Harun Yahya
A respeito da notícia veiculada pela imprensa
no início de fevereiro de 2003 sobre a descoberta de um fóssil
intermediário entre os dinossauros e os pássaros,
tendo quatro asas, o Dr Harun Yahya, conhecido cientista criacionista
da Turquia, fez circular pelo correio eletrônico a apreciação
seguinte, que traduzimos, com sua permissão, para nossos
leitores, por se tratar de importante alerta para os incautos que
inadvertidamente aceitam sem maior espírito crítico
o sensacionalismo dos meios de comunicação:
Na semana passada (o e-mail é datado de
12/02/03) os meios de comunicação em todo o mundo
alardearam a descoberta recente de um grupo de fósseis na
China como evidência a favor da teoria da evolução.
O Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Beijing divulgou
uma declaração afirmando que um dos seis fósseis
do grupo pertencia a um “passarossauro com quatro asas”,
e que essa criatura extinta era capaz de voar, ou pelo menos planar
saltando de árvores. A mídia darwinista novamente
desenterrou sua velha propaganda “aves evoluíram a
partir de dinossauros”, embora esta teoria já tivesse
sido refutada completamente repetidas vezes. De fato, absolutamente
não existem evidências que pudessem apoiar esta propaganda,
pois nem este “passarossauro de quatro asas” nem quaisquer
outros dados científicos apoiam a teoria de que as aves tenham
evoluído a partir dos dinossauros.
O novo fóssil foi datado como sendo 20 milhões
de anos mais recente do que o Archaeopteryx.
Praticamente todas as pessoas que conhecem mesmo só um pouco
de paleontologia já ouviram falar do Archaeopteryx.
Esta criatura, um dos mais celebrados achados fósseis, era
uma ave que teria vivido há cerca de 150 milhões de
anos, na escala de tempo geológica evolutiva. O mais importante
sobre o Archaeopteryx é
que ele é a ave mais antiga até hoje descoberta. Nenhum
cientista desenterrou qualquer ave fóssil datada como sendo
anterior ao Archaeopteryx.
Outro impressionante aspecto do Archaeopteryx é
ser ele uma verdadeira ave, com todas as características
de ave. Suas penas assimétricas, idênticas às
das aves atuais, juntamente com sua estrutura perfeita das asas,
esqueleto leve com ossos ocos, esterno sustentando os músculos
das asas, e muitas outras características, convenceram os
cientistas de que ele era uma ave plenamente capaz de voar.
Entretanto, dois aspectos do Archaeopteryx que
diferem grandemente das aves modernas são suas asas com garras,
e os dentes em seu bico. Devido a essas duas características,
os evolucionistas desde o século XIX tentaram apresentar
essa ave como sendo um “semi-réptil”. Porém
essas características não apontam para um elo entre
o Archaeopteryx e os répteis. As pesquisas mostram que o
hoatzin, uma espécie de ave que ainda vive em nossos dias,
também tem garras em suas asas na sua forma juvenil. E o
Archaeopteryx não é a única “ave com
dentes”, pois outras espécies de aves representadas
no registro fóssil também apresentam dentes.
Assim, como se pode ver, a tese evolucionista que
caracteriza o Archaeopteryx
como uma “ave primitiva” é incorreta, e de fato
os cientistas passaram a aceitar que essa criatura parece muito
mais com as aves atuais. Por exemplo, o Professor Alan Feduccia,
da Universidade do Kansas, um dos mais eminentes ornitologistas
do mundo, afirmou que “a maioria dos pesquisadores que têm
estudado várias características anatômicas do
Archaeopteryx têm achado
que essa criatura é muito mais semelhante às aves
do que previamente imaginado”. A propaganda darwinista sobre
o Archaeopteryx não
tem fundamento, e o Prof. Feduccia indicou também que, até
recentemente, “a semelhança do Archaeopteryx
com os dinossauros terópodos tem sido grandemente superestimada”.
Em suma, então, o Archaeopteryx
é a ave mais antiga (na escala geológica evolutiva
ele tem 150 milhões de anos) que apresenta características
semelhantes às das aves modernas e que tem o mesmo poder
de vôo.
O problema da idade para os evolucionistas
O Archaeopteryx
ressalta uma incongruência fundamental na estrutura conceitual
evolucionista - as aves teriam existido há 150 milhões
de anos, já com capacidade de voar, e portanto, os “ancestrais
das aves”, deveriam ser mais antigos do que esses 150 milhões
de anos. Este fato, por si só, é suficiente para mostrar
que a alegação da existência do “passarossauro
de quatro asas” divulgada pelo mundo todo é tanto extremamente
superficial como errônea. De fato, o fóssil chinês
denominado Microraptor-gui,
que os evolucionistas estão tentando descrever como o “ancestral
das aves primitivas” teria somente 130 milhões de anos
na escala geológica – 20 milhões de anos a menos
do que a ave mais antiga conhecida. Obviamente é um enorme
contrassenso a apresentação de uma ave como “ancestral
das aves primitivas”, quando as aves estariam voando nos ares
vinte milhões de anos antes que essa criatura existisse!
Realmente, esse “problema cronológico”
existe com todos os fósseis de “passarossauros”
que são considerados como supostos ancestrais das aves. Os
evolucionistas que acreditam que as aves descenderam dos dinossauros
afirmam que os ancestrais das aves foram os dinossauros terópodos,
que eram bípedes. Entretanto, os dinossauros terópodos
aparecem depois do Archaeopteryx
no registro fóssil, e os evolucionistas sempre procuraram
encobrir estas flagrantes contradições. Os mesmos
esforços para encobrir esses fatos podem também ser
vistos nas notícias de jornais acerca do fóssil Microraptor-gui.
Todos os jornais e revistas evolucionistas alardeando esse fóssil
como um “pássaro primitivo” de 130 milhões
de anos, jamais se preocuparam em mencionar que o Archaeopteryx
indiscutivelmente era capaz de se deslocar nos ares perfeitamente
há cerca de 20 milhões de anos antes.
Microraptor-gui
Então, o que vem
a ser o chamado “dinossauro de quatro asas”, ou em outras
palavras, o Microraptor-gui?
É muito cedo ainda para responder essa pergunta.
Muita pesquisa será feita sobre esse fóssil, cujos
resultados poderão alterar fundamentalmente os pontos de
vista atuais a seu respeito. De maneira semelhante, todos os fósseis
de “passarossauros” surgidos desde o início da
década de 1990 foram, sem exceção, desacreditados.
Um desses “dinossauros emplumados”, o Archaeoraptor,
foi comprovadamente uma fraude. Estudos detalhados sobre outros
fósseis de “passarossauros” mostraram que as
“penas” eram na realidade fibras de colágeno
sob a pele. Nas palavras do Professor Feduccia, “Muitos dinossauros
foram representados com uma cobertura de penas de formato aerodinâmico,
absolutamente sem qualquer documentação.” Em
seu livro publicado em 1999, escreveu ele: “Finalmente nenhum
dinossauro emplumado jamais foi encontrado, embora muitos dinossauros
mumificados, com pele bem conservada, sejam conhecidos em diversas
localidades.”

Fóssil do
Microraptor-gui
Portanto, ao procurar responder o que exatamente é o Microraptor-gui,
devemos ter em mente a atitude especulativa e preconceituosa dos
evolucionistas. Essa criatura deveria ter uma estrutura anatômica
consideravelmente diferente dos esquemas da “reconstrução”
que apareceu nos meios de comunicação.
Isto também foi observado pelo Professor
Alan Feduccia. Em correspondência recente escreveu ele:
”Não estou ainda convencido de que
a criatura tenha quatro asas. Poderíamos estar vendo penas
de asas deslocadas de seu lugar, ficando difícil a sua interpretação.
Também as características que ligam este animal ao
dromeossauro são muito tênues. Certamente a cauda é
muito diferente da cauda dos dromeossauros conhecidos, e a garra
não é falciforme, mas somente um pouco maior. O pubis
também é mais semelhante ao de aves. Talvez não
estejamos vendo um dromeossauro voador, mas sim um remanescente
da irradiação inicial das aves ... alguns 20 a 30
milhões de anos após o Archaeopteryx.”
E mesmo que as projeções feitas a
respeito do Microraptor-gui venham a se mostrar corretas, a teoria
da evolução não ganharia nenhuma credibilidade
por essa causa. No decorrer da história, dezenas de milhões
de espécies viveram dentro de um vasto espectro biológico,
e muitas delas foram extintas em certas épocas. Da mesma
maneira que presenciamos mamíferos voadores atuais, como
os morcegos, épocas anteriores presenciaram a existência
de répteis alados (pterossauros). Muitos grupos distintos
de répteis marinhos (por exemplo os ictiossauros) viveram
no passado e foram extintos. Porém, o impressionante com
relação a esse amplo espectro é que criaturas
com diferentes características e estruturas anatômicas,
apareceram abruptamente e plenamente formadas, e não evoluindo
de formas ancestrais “mais primitivas”. Por exemplo,
vemos todas as complexas estruturas das aves aparecendo repentinamente
no Archaeopteryx. Não existem “aves primitivas”
nem “vôo primitivo”. A própria noção
de “pulmão primitivo” das aves desafia todas
as possibilidades, pois o pulmão das aves – estruturalmente
muito diferente do pulmão dos répteis e dos mamíferos
– tem uma estrutura irredutivelmente complexa. Em suma, o
registro fóssil continua a sustentar a conclusão de
que todas as criaturas apareceram na face da Terra por criação
e não por evolução natural.
As alegações feitas neste último
episódio do “passarossauro” não alteram,
e não podem alterar, este fato.
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