Logo na página 27 da Lição encontram-se afirmações, sem dúvida bastante pertinentes, e que nos levam a algumas ponderações para melhor nos situarmos no contexto do tema abordado nesta semana:
Pode-se evidenciar, assim, que Evolucionismo está sendo considerado, (como ele realmente é), como uma "teoria". E o Criacionismo, (também como ele realmente é), um posicionamento com base numa revelação bíblica. Obviamente, ambos os posicionamentos exigirão de seus adeptos algo mais além de evidências palpáveis (que aliás poderão sempre ser interpretadas de formas distintas em função do próprio posicionamento adotado preliminarmente) exigirão aquilo que, sem qualquer conotação religiosa, pode ser chamado de fé. Na realidade essa fé será aquilo que nada mais é do que o conjunto de circunstâncias que levaram à adoção do próprio posicionamento preliminar, sem maiores preocupações de proceder a qualquer teste de consistência do posicionamento assumido. Sobre o exposto cabem então as ponderações seguintes: A O que vem a ser uma "Teoria"? Reproduz-se a seguir um trecho pertinente do artigo intitulado "Princípios Básicos da Ciência, Evolucionismo e Criacionismo", publicado na Folha Criacionista nº 59, que aborda de forma sucinta os conceitos de Modelos, Teorias e Deduções. Uma vez conceituada a Ciência e o Método Científico, feitas as observações sobre as técnicas de observação e de raciocínio, e apreciada a aplicação do Método Científico, aí incluída a formulação de modelos teóricos, voltamos ao "Campo dos Modelos, Teorias e Deduções" considerado no artigo sobre As Limitações do Conhecimento Humano citado inicialmente. Foram vistos, no Roteiro apresentado para a aplicação do Método Científico, os passos a serem dados para a construção do modelo teórico que deverá representar a realidade que está sendo objeto de estudo. Foi visto, também, que um modelo (uma teoria, ou deduções tiradas do modelo ou teoria) deve ser submetido a prova, para sua convalidação. Pode decorrer bastante tempo entre a formulação de um modelo ou teoria e a sua rejeição por não poder explicar novos fatos descobertos, ou por ter feito predições que não foram comprovadas. Assim, teorias que hoje são aceitas como "científicas", amanhã poderão ser descartadas pela própria comunidade científica, por não resistirem à prova de suas hipóteses. É este, aliás, o mecanismo de "evolução" da própria Ciência, como alguns filósofos da Ciência têm destacado em suas obras. Poderia, a propósito, ser citado Thomas Kuhn, que, em seu livro "A Estrutura das Revoluções Científicas", destaca a história da mudança dos "paradigmas" científicos, como por exemplo as Teorias do Flogístico, do Calórico, do Éter, e outras, no campo da Física e da Química. No gráfico apresentado no número 58 da Folha Criacionista sobre os vários campos do conhecimento humano, delimitando-os, pode-se ver que o "Campo dos Modelos, Teorias e Deduções" engloba os dois Campos correspondentes à Observação do objeto em estudo, ou seja, o Campo da Observação Direta, e o da Observação mediante Instrumentação, e estende-se para além dos seus limites. Dentro dos limites daqueles dois primeiros Campos citados, evidentemente os modelos, teorias e deduções terão maior possibilidade de sucesso para descrever a realidade, pois estarão baseados em evidências palpáveis. Fora dos limites, entretanto, acaba sendo pequena a possibilidade de sucesso, pois acaba-se ficando na dependência de técnicas de raciocínio que deverão substituir as evidências inexistentes. Substituir a observação pelo raciocínio, pura e simplesmente, poderá acarretar um considerável distanciamento da realidade!
B A Teoria da Evolução e a crença em uma "Criação Bíblica" A seguir, reproduz-se outro trecho do artigo citado, em que se considera tanto o Evolucionismo quanto o Criacionismo à luz da Ciência e do Método Científico atualmente aceitos pelo estamento científico, independentemente da área científica específica considerada. Feitas as observações acima, pode-se passar à consideração do Evolucionismo e do Criacionismo perante o Método Científico. Fica claro que o Criacionismo não tem, e nem alega ter, embasamento no Método Científico, pois não tem como ser submetido à prova de hipótese. Ele se baseia, na realidade, em conceitos básicos que são aceitos como verdadeiros pela fé em uma revelação. No caso do Criacionismo Bíblico, na revelação dada através dos escritos que se encontram expressos na Bíblia. Por outro lado, muito embora o Evolucionismo alegue ter embasamento científico, também não tem como ser submetido à prova de hipótese, pois ele se baseia em conceitos que são admitidos como verdadeiros tão somente por um ato de fé, e que não têm como ser demonstrados por constituírem um modelo teórico que faz suposições impossíveis de serem comprovadas. Como exemplo de hipóteses incomprováveis, pode-se mencionar a origem de uma primeira célula viva, ou a transformação das espécies no nível de macroevolução. Desta forma, doutrinas como o Evolucionismo, tal qual ele é apresentado na maior parte das vezes, e também o Criacionismo, não podem ser adjetivadas como "científicas", por localizarem-se no "Campo das Conjecturas" indicado no gráfico publicado no número 58 da Folha Criacionista. De fato, os acontecimentos aos quais ambas as doutrinas se referem situam-se numa faixa de tempo inacessível a qualquer técnica de observação experimental, ou de procedimento racional, dentro dos parâmetros do Método Científico. Ambas as "doutrinas" constituem, na realidade, "estruturas conceituais", ou seja, posições filosóficas assumidas a priori, para a aplicação do Método Científico com vistas à compreensão dos objetos que nos circundam. Esta aplicação, mesmo que bem sucedida, dentro das suas possibilidades, jamais convalidará "cientificamente" qualquer das duas doutrinas. As diferenças fundamentais entre essas duas doutrinas ou pontos de vista (ou, ainda, estruturas conceituais) pode ser visualizada no Quadro I apresentado na página seguinte. Trata-se, na realidade, de duas maneiras distintas, e extremas, de aceitar uma explicação para a existência da vida, da nossa existência, a existência de nosso Planeta e do nosso Sistema Solar, e a existência do Universo, explicação esta que transcende as potencialidades da Ciência e do Método Científico, podendo ser aceita somente por um ato de fé fé criacionista, ou fé evolucionista!
2. Um Pano de Fundo para a compreensão do Evolucionismo Deísta Reproduzem-se a seguir trechos ilustrativos do conflito entre Criacionismo e Evolucionismo, incluindo algumas tentativas feitas para harmonizar essas duas concepções que se situam em extremos opostos. Esses trechos foram selecionados do ótimo livro de autoria de Frank Lewis Marsh, intitulado Estudos sobre Criacionismo, editado pela Casa Publicadora Brasileira nos idos de 1950, mas ainda muito atual. Os trechos estão inseridos no Capítulo 10 do livro, que tem como título "Evolucionismo ou Criacionismo". Apenas lamentamos que esteja esgotada essa publicação, já de há muito. Os cientistas evolucionistas e os cientistas criacionistas viajam na mesma estrada enquanto se limitam a fatos naturais. São companheiros na pesquisa e na descoberta. Ambos fizeram grandes contribuições para os fatos da ciência. Entretanto, poucos cientistas se contentam em gastar todo o tempo na estrada natural. Tal limitação do estudo não responde às maiores questões que confrontam a mente humana. A média dos homens fica surpresa ao ver que há alguns cientistas que parecem satisfeitos em permanecer ateus ou agnósticos. Surpreendemo-nos como eles podem estar contentes em ser assim tão superficiais. Não têm eles qualquer imaginação, e como podem satisfazer os estímulos de sua mente com tão acanhados pontos de vista sobre o Universo, e em tão baixo nível ? QUADRO I
Além disso, a fé que deve ser exercida Para ser ateu é surpreendente para a média dos homens. Dizendo com mais clareza, o que deve ser exercitado para ser ateu dificilmente poderá ser qualificado como fé, porque a fé é a crença razoável, judiciosa, em alguma coisa. O ateu não pode ser razoável ou científico se supõe que o nosso Universo se tenha criado a si mesmo do nada. As coisas não acontecem desta maneira em um mundo puramente natural. Crer que nenhum poder mais alto é necessário em nosso Universo é mais exatamente presunção do que fé. (Seguem como exemplos a Teoria da Geração Espontânea, e a Teoria Cosmozóica, que deixamos de considerar pela exigüidade de espaço). O evolucionista deísta escapa do problema impossível que enfrenta o ateu, por supor um Criador que trouxe pela criação a primeira forma viva à existência. Mas a partir desse ponto, ele mergulha a natureza em uma situação onde ela deverá se desenvolver a si mesma por suas próprias leis, o que figuradamente seria tentar levantar-se a si mesma puxando as alças de suas botas! Aqui novamente chegamos a suposições anticientíficas que imputam ações não naturais a um sistema que, se se presume ser natural, não pode agir de modos sobrenaturais. O deísta chega ao mesmo ponto que o ateu. Deve ter recurso para os processos fora do natural, se é que a natureza produziu sua complexidade presente a partir de uma primitiva simplicidade. Sua filosofia, para ser lógica e exeqüível, deve sempre cair sobre o poder sobrenatural para milagrosamente levantar os processos naturais a planos mais elevados de operação. ... Em outras palavras, de acordo com toda a evidência científica, para produzir um organismo mais complexo algum poder sobrenatural deve ser invocado. Esta espécie de filosofia ironicamente seria antideísta. ... O número proporcional de evolucionistas mecanicistas (ateus) entre os cientistas, comparado com o de deístas ou teístas, tem diminuído nos anos recentes. De fato, os evolucionistas teístas dominam a cena hoje em dia. Estes cientistas crêem em um Deus que criou o Universo e que ainda é a causa dos seus processos naturais. Assim, de um ponto de vista científico, a diferença essencial entre evolucionistas e criacionistas é descoberta na resposta a esta pergunta: Executou Deus a complexidade atual entre os organismos durante centenas de milhões de anos através da operação do Seu poder na forma do que chamamos de leis naturais, isto é, por "evolução", ou trouxe à existência pela Sua palavra os mais complexos , bem como os mais simples organismos, no terceiro, quinto, e sexto dias de uma semana literal, semana da criação, não mais do que sete mil anos atrás, isto é, pela "criação especial"? ... O problema aqui é justamente decidir até que ponto deve o estudante limitar seus estudos aos processos naturais do presente. Em outras palavras, iremos supor que só a ciência possa explicar a presença da grande complexidade de estrutura e função nas modernas formas vivas, por exemplo, mediante a evolução, ou é possível e mesmo provável que o homem, desajudado, seja insuficiente para a tarefa, e que uma correta compreensão aqui possa requerer certas explicações pelo próprio Criador? Os evolucionistas teístas inclinam-se na maior parte à primeira opinião, isto é, que a natureza mesma revela a origem da atual complexidade. Eles concordam unanimemente em que esta criação foi por processos evolucionistas operando através de grandes períodos de tempo geológico, os "dias" da semana da criação. Eles freqüentemente reconhecem que a evolução não pode ser demonstrada cientificamente, mas, não obstante, crêem que ela ocorreu. ... A "certeza prática" da evolução faz parte de quase todos os compêndios biológicos dos nossos dias. Freqüentemente, considerável espaço é ocupado com "provas" da evolução. ... É importante para o sincero estudante das origens compreender que todas as "evidências" em favor da evolução apresentadas em grande volume nos compêndios e revistas de Biologia, sobre esse assunto, são unicamente subjetivas. São evidências que convencem unicamente a quem já aceitou a doutrina da evolução. Cada explanação evolucionista dessas evidências é refutada por outra do ponto de vista do criacionismo, que é ao menos igualmente lógica. ... Por esta razão, o estudante sincero pesquisa uma evidência real referente às origens. Evolucionistas bem informados dizem que não se pode achar qualquer demonstração de evolução no mundo vivo, mas insistem que essa evidência se acha no registro dos fósseis, Todavia, como dissemos acima, as autoridades em paleontologia dizem-nos que a mesma descontinuidade que ocorre entre as formas vivas também se dá entre os fósseis. Nenhum dos "elos de conexão" liga realmente duas espécies quaisquer. Além disso, esta descontinuidade remonta ao "primitivo" aparecimento de cada espécie nas rochas. Esta grande verdade necessita cuidadoso estudo e profunda consideração. A tremenda significação do sentido deste fato impressiona as mentes esclarecidas. Aqui, na descontinuidade das formas fósseis e vivas está a "evidência real" procurada.
Desde a primeira página da Lição desta semana começam a ser feitas numerosas menções ao Evolucionismo Deísta, confirmando a impressão de que a maior preocupação que está exposta é a de trazer subsídios para a compreensão dos perigos que cercam a eventual aceitação dessa tese "conformista" no seio do Cristianismo. É este um brado de alerta sobre a tendência ao "conformismo", que no passado foi o responsável pelo amálgama efetuado entre o cristianismo e o paganismo, desvirtuando o cristianismo dos tempos apostólicos, e dando origem a um sistema híbrido que levou a tantas conseqüências funestas, como nos demonstra a História. Embora a Lição não se demore na conceituação do que seria esta modalidade de Evolucionismo revestida de aparência cristã, os vários trechos que lhe fazem menção, em seu conjunto, permitem indiretamente conceituá-la tanto direta como indiretamente. Assim, para facilitar esse trabalho de seleção dos trechos em questão para procurar essa conceituação envolvida no contexto da Lição, seguem os referidos trechos, obedecendo à ordem em que surgem no texto. Entre parênteses estão observações nossas.
Conclui-se que os fundamentos básicos do Evolucionismo Deísta, aliás, do Evolucionismo independentemente de qualquer qualificação que lhe seja aposta, à luz do texto bíblico na realidade nada mais é do que uma mentira, que dá continuidade em nossos dias à mentira original, inserindo-se assim na estratégia de obliterar o nome do Deus Criador, que ordenou às Suas criaturas lembrarem-se do "memorial da Criação" especialmente nestes tempos solenes em que "chegada é a hora do Seu juízo". A comparação entre os trechos da Lição ressaltados acima e o pano de fundo apresentado no tópico anterior sem dúvida permitirá obtermos respostas conclusivas quanto a importantes perguntas que foram formuladas nesse contexto sobre como pode a Evolução Deísta afetar o que pensamos sobre a Bíblia e as doutrinas fundamentais nela reveladas. Conviria, entretanto, destacar também com pelo menos igual ênfase, a coerência entre o Criacionismo, tal qual ele se apresenta modernamente, e a revelação bíblica sobre as origens de todas as coisas. Na realidade, nada mais é o Criacionismo do que uma parte essencial da pregação das três mensagens angélicas que apontam para a adoração do Deus Criador especialmente no contexto dos últimos dias, às vésperas da restauração de todas as coisas, dentro do plano da salvação expresso no "evangelho eterno" que está sendo pregado a todo o mundo. Apenas para nossa meditação, lembremos que a pregação das três mensagens angélicas iniciou-se, profeticamente, exatamente na época em que começou também a pregação do Evolucionismo moderno, revestido da aparência de uma doutrina "cientificamente comprovada"!
Na página 28 da Lição, à guisa de Comentários, encontra-se referência a descobertas científicas, seguida de uma transcrição de trecho do livro de Fred H. Heeren que fala da impossibilidade de ser explicada a origem da matéria e da energia a partir do nada. Certamente os comentários são pertinentes, mas poderão deixar margem a dúvidas, em face do raciocínio apresentado, que poderá induzir à crença de que o chamado "big bang" é uma explicação "científica" correta para a origem do Universo. Ainda mais, corre-se o perigo de entender que os comentários em questão estão avalizando a Teoria do Big Bang como uma explicação do surgimento do mundo natural também do ponto de vista criacionista! Deve ficar claro, entretanto, que qualquer que seja a tentativa de "explicação natural" para o Universo, sempre se ficará no campo das conjecturas, e da aceitação de uma posição ou outra meramente pela fé. Nesse sentido, o próprio Criacionismo é aceito pela fé, alimentada pelas evidências que vemos em tudo o que nos rodeia, e baseada na revelação que ao próprio Criador aprouve nos dar. Romanos 1:19-20 "Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto. ... Os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas." Na parte de quinta-feira da Lição, sob a pergunta de número 7 O que a Bíblia nos ensina sobre a origem do pecado e seus efeitos sobre a humanidade? cabem os comentários seguintes: A origem do pecado está intimamente ligada à mentira, pelo que nos é dito no texto bíblico que Satanás é o pai da mentira. Assim foi no jardim do Éden, como tinha sido nas cortes celestiais, e como em nossos dias está sendo com as doutrinas de demônios insufladas por espíritos enganadores, e que se têm infiltrado até mesmo nas igrejas cristãs. Sem dúvida o Evolucionismo é uma dessas doutrinas, e a Lição apropriadamente chama a atenção para os perigos decorrentes de tentativas para a harmonização entre essa doutrina e o Cristianismo. Que comunhão tem a luz com as trevas, ou Cristo com Belial?! A doutrina da Evolução sem dúvida é uma das formas modernas de ganhar as mentes das pessoas para a causa defendida desde o início pelo pai da mentira "É assim que disse Deus?", instilando dúvidas sobre o Criador, Seus propósitos, e Seu amor para com os seres por Ele criados!. Sob a segunda parte da pergunta 7 Como esse conceito bíblico entra em choque com as idéias da Evolução conviria ressaltar que na realidade são as idéias da Evolução que entram em choque com a revelação dada na Bíblia sobre a origem do pecado e seus efeitos sobre a humanidade (e não vice-versa!). A Lição desta semana destaca a conexão existente entre estes dois tópicos. Na realidade Criação e Redenção são tópicos indissoluvelmente ligados entre si, apontando para um mundo perfeito que resvalou no pecado, para o plano da salvação, e para a restauração daquela perfeição. E o elemento de ligação entre os tópicos é o próprio Cristo, o Criador e o Redentor, com cujo sangue se efetua o plano da salvação. Apenas para ressaltar alguns elos dessa conexão, desde a Criação até a Segunda Vinda de Cristo, consideremos os pontos a seguir:
Interessante contribuição foi trazida às páginas da Internet na forma de um estudo bíblico que ressalta a conexão entre a primeira parte da história iniciada em Gênesis e última parte a desenrolar-se em breve na restauração de todas as coisas. O Quadro abaixo ilustra a comparação feita por Cleandro Viana, do Ministério "Cristo Vai Voltar":
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