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COLUNAS DE NOSSA FÉ - Tema 2 II
O SÁBADO O SELO DE DEUS
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Exemplos de positivos de selos do tipo carimbo
Positivo de selo de Nabucodonozor impresso em tijolos de construção de Babilônia
2 O SÁBADO COMO SELO OU SINAL
Também lhes dei os Meus sábados para servirem de sinal entre Mim e eles,
para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica. (Ezequiel, 20:12)
...Deus instituíu o sábado do sétimo dia como sinal memorativo, distintivo, e de reconhecimento entre Si e Seu povo, em caráter perpétuo, a fim de por ele poder ser reconhecido deste como o Deus único, o Senhor que cria e que santifica, e este por dar-se a conhecer ao mundo como adorador do Deus vivo.
A palavra sinal aplicada por Deus ao sábado do sétimo dia, é no Hebraico oth, que o hebraista Stade assim define: sinal distintivo, marca, sinal de reconhecimento, sinal protetor de uma divindade, feito por meio de incisão ou impressão (tatuagem) e servindo de colocar alguém sob a égide da respectiva divindade; sinal que serve de ratificar um concerto ou pacto. A Septuaginta tradu-lo semeion, que Schirlitz define sinal distintivo, marca de reconhecimento pela qual se reconhece uma pessoa ou coisa e se distingue de outras; também impressão de um sinete ou selo. Semeion é derivado de sema, que, segundo Liddel & Scott, é o sinal que serve de estabelecer a identidade de uma pessoa ou de sua missão, também sinete ou selo com que se torna válido ou autêntico uma carta ou documento.
Ora, o sábado estava destinado a ser tudo isso: servir de selo ou assinatura do Deus vivo à Sua lei a fim de validá-la ou autenticá-la, por isso que é a instituição que revela o nome ou caráter distintivo do Deus único, pelo qual, na Bíblia, Ele é distinguido dos deuses falsos, condição da qual não podia prescindir a santa lei de Deus como o mais importante documento jamais confiado a entes humanos. Além disso, e pelo mesmo motivo, devia ele ser o sinal de reconhecimento entre Deus e Seu povo, como também servir de sinal protetor a este, o meio de protegê-lo contra a idolatria. É um fato comprovado que, com a idolatria, a que bastas vezes foi arrastado Israel, andou sempre associada a circunstância de haver este negligenciado, se não renunciado, o sábado de Deus. Finalmente, ele representa também um pacto estabelecido entre Deus e o Seu povo para sempre: Guardarão pois o sábado por concerto perpétuo. Como um concerto particular perpétuo entre Deus e Seu povo é ele ainda o sinal e selo que ratifica o concerto geral de Deus, os Dez Mandamentos, base essencial tanto do velho como do novo concerto.
(Guilherme Stein Jr. O Sábado, 2ª edição, 1995, página 211, Sociedade Criacionista Brasileira)
3 A CONTINUIDADE DA OBSERVÂNCIA DO SÁBADO UM SINAL DE LEALDADE
3.1 Depositários das verdades bíblicas
Nos dias apostólicos, a pregação da mensagem de que Cristo era o Messias prometido, que veio selar com Sua morte a promessa da salvação para todo aquele que cresse, levou a igreja cristã à separação da igreja judaica. Nos dias da Reforma do século XVI, a pregação da mensagem da salvação pela fé levou as igrejas que protestaram à separação da igreja romana. Em meados de 1844, a pregação da mensagem do segundo advento de Cristo levou numerosos grupos de crentes à separação de suas igrejas protestantes de origem. Nos anos seguintes a 1844, a pregação das mensagens da purificação do santuário e da observância do sábado novamente levou numerosos grupos de crentes à separação de suas respectivas igrejas, para dar continuidade ao processo de restauração plena da verdade bíblica. Assim, foram se cumprindo as profecias referentes à época em que estamos vivendo - o tempo do fim - o tempo da restauração da verdade revelada por Deus, em toda a sua integridade.
Desta forma, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tornou-se hoje depositária do acervo das mensagens específicas enviadas por Deus ao mundo através de seus servos fiéis e leais, com o propósito de restaurar o que se havia perdido.
3.2 Como começaram os Adventistas a guardar o sábado?
Apesar de não muito divulgado usualmente, a observação cristã do sábado do sétimo dia persistiu ao longo de toda a Era Cristã. Às vezes foi feita de maneira velada, em silêncio e na obscuridade, mas inevitavelmente reaparecendo como forma de testemunhar e realçar sua mensagem para o mundo. O sábado, sua mudança e sua restauração estão inseparavelmente ligados à própria estrutura da profecia bíblica é o que os Adventistas Sabatistas acreditam firmemente.
Desde os tempos pós-apostólicos até o quinto século, a observância do sábado do sétimo dia continuou em várias partes do Império Romano, embora com força e número de adeptos decrescentes. Mesmo em Roma foi ele observado até o sexto século, para desgosto do Papa Gregório Magno. Eminentes historiadores afirmam também que ele fazia parte das práticas da Igreja Céltica da Escócia. Da mesma forma foi observado na Etiópia e Abissínia, a até na Noruega antes da Reforma.
Nos tempos da Reforma e posteriormente, a observância do sábado do sétimo dia reapareceu na Suécia e na Finlândia, na Boêmia e na Polônia, bem como na França, e mais agressivamente na Alemanha. Essa observância foi particularmente sentida na Inglaterra, onde ocorreu um definido reavivamento sabatista entre os Batistas, que teve como resultado posterior a organização da Comunhão Batista do Sétimo Dia. Dos Batistas do Sétimo Dia é que surge Samuel Mumford, que emigrou para a América Colonial em 1664, tornando-se o primeiro guardador do sábado do sétimo dia no Novo Mundo.
(LeRoy Edwin Froom The Prophetic Faith of our Fathers, vol. IV, páginas 906 e 907)
Durante quase dois séculos os Batistas do Sétimo Dia da América do Norte foram praticamente os únicos a defender o sábado do sétimo dia. A sua Conferência Geral só foi organizada em 1801, contando com 1031 membros.
[Historicamente,
nas últimas décadas do século XIX, na América
do Sul e na Escócia] ... as duas doutrinas juntas o segundo
advento e o sábado foram proclamadas ... por dois pioneiros
arautos do advento, geograficamente tão distantes entre si: Francisco
Ramos Mexia, eminente patriota argentino (de origem protestante escocesa,
pelo lado materno), e o presbiteriano James A. Begg, próspero livreiro,
impressor e escritor, de Glasgow, Escócia). ... Ambos combinaram
a ênfase na obrigatoriedade da guarda do sábado do sétimo
dia com a pregação da iminente segunda vinda de Cristo,
fundamentando ambas as doutrinas firmemente nas profecias bíblicas.
Begg convenceu-se da obrigatoriedade da guarda do sábado do sétimo
dia pelo seu estudo pessoal da Bíblia, sem ter mantido qualquer
contato com os Batistas do Sétimo Dia [que representavam então
o principal grupo sabatista no mundo cristão]. Posteriormente,
Begg foi batizado em Glasgow por um pastor oficiante batista do sétimo
dia norte-americano, de Plainfield, Nova Jersey, em 1853. [Quanto a Mexía,
há muita informação a seu respeito às páginas
920 a 936 desta mesma referência].
Volvamo-nos
agora à pequena e pacata cidade de Washington, em New Hampshire,
U.S.A., ... a primeira cidade norte-americana a receber o nome de George
Washington, em 1776. ... Nela encontramos o lar de Cyrus e William Farnsworth,
e também de Rachel Oakes (posteriormente Preston), batista do sétimo
dia. Foi aqui que, em um domingo de inverno em 1843, Frederick Wheeler,
em seu itinerário pastoral, esteve dirigindo a cerimônia
da santa ceia para a congregação cristã que então
havia aceito a doutrina do advento. ... Wheeler havia feito então
a observação de que todos que participassem da comunhão
com Cristo naquela ocasião deveriam estar prontos para obedecer
a Deus e guardar todos os Seus mandamentos. Logo depois, ao visitar
Rachel Oakes, ela lhe declarou que quase havia se levantado e ido embora
da reunião naquele dia. Ao ser perguntada por que, ela lhe disse
então que teria sido melhor que ele tivesse coberto novamente a
mesa da comunhão, até o dia em que ele realmente estivesse
disposto a guardar todos os mandamentos de Deus, inclusive o quarto! Não
muito tempo depois em março de 1844 Wheeler começou
a guardar o sábado do sétimo dia.
Em agosto de 1844, Thomas Preble, antes ministro batista, por si mesmo ou por influência de Rachel Oakes ou Frederick Wheeler, também aceitou a observância do sábado do sétimo dia. Um artigo sobre o sábado escrito por Preble chegou às mãos de Joseph Bates, ativo líder pregador da segunda vinda de Cristo, que posteriormente escreveu também um panfleto sobre o sábado, que chegou às mãos de James White e sua esposa Ellen. Ambos, pouco tempo depois, convenceram-se de que o sétimo dia é realmente o dia de repouso, e começaram a observá-lo, unindo-se a Joseph Bates na proclamação desta verdade.
(LeRoy Edwin Froom The Prophetic Faith of our Fathers, vol. IV, páginas 920 a 936 e 941)
Depois de estarem observando o sábado durante cerca de sete meses, Ellen White teve sua famosa visão na qual lhe foi mostrado o santuário celeste, no qual se encontrava no lugar santíssimo a arca do concerto com as tábuas da lei. O quarto, o mandamento do sábado, escreveu ela, descrevendo a visão, resplandecia acima de todos eles, pois o sábado foi separado para ser guardado em honra do santo nome de Deus. ... Ao seu redor havia um halo de glória. ... Deus revelou que alguns haviam procurado mudar o sábado, mas os adventistas deviam proclamar o verdadeiro sábado e serem leais ao mesmo, até o tempo de angústia.
3.3 Quais foram os primeiros guardadores do sábado no Brasil?
A história da guarda do sábado no Brasil encontra-se em várias publicações sobre o assunto, dentre quais destacamos:
Michelson Borges A Chegada do Adventismo ao Brasil, C.P.B.
Ruy Carlos de Camargo Vieira Os Primeiros Observadores do Sábado no Brasil, S.C.B.
Idem, Vida e Obra de Guilherme Stein Jr. Raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil, C.P.B.
4 FAZ DIFERENÇA O DIA QUE GUARDAMOS?
A instituição do sétimo dia como dia-Iimite e de descanso obedeceu por parte de Deus a três atos característicos e distintos. Não bastou para isto um único ato, aliás a infinita Sabedoria a ele se houvera limitado. Cumpria que essa instituição, atento o papel importante que lhe estava reservado, revestisse um caráter e uma forma perfeitamente definidos, que a não deixassem à mercê de especulações humanas, de possíveis equívocos ou de sofismas, nem dessem lugar à menor dúvida no espírito do sincero investigador da verdade. Não podia por isso o relatório que dela nos foi transmitido ser menos explícito e categórico:'
"Assim os céus e a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no sétimo dia toda a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou, porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera".
O relatório acima estabelece com relação ao sétimo dia os seguintes três Importantes fatos: 1. que Deus. cessando no dia sétimo as suas operações, descansou no sétimo dia; 2. que Deus abençoou o sétimo dia; 3. que Deus santificou o sétimo dia.
1. Deus descansou no sétimo dia
Depois de haver operado durante seis dias consecutivos, Deus encerrou o período de Sua atividade criadora com relação a este mundo devotando o sétimo dia ao descanso. Ficava deste modo criado um ciclo de sete dias, que passou a constituir a semana e cujo último dia ficou sendo o sábado, o dia-Iimite desse período e dia de descanso. Deus descansou (literalmente sabbadeou) no sétimo dia; não que Deus experimentasse a necessidade física de descanso, pois no dizer do profeta o Criador dos fins da Terra não se cansa nem se fatiga, mas porque se propunha lançar as bases de uma instituição destinada a memorar sua obra e a perpetuar assim a memória do Criador. Essa instituição devia basear-se sobre o fato de haver Deus consumado Sua obra em seis dias e repousado no dia sétimo, como ressalta do relatório inspirado e também se colige dos termos em que foi concebido o preceito que estatui a sua observância: Lembra-te do dia do sábado para o santificar ... o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus ... porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra ... e ao sétimo dia descansou.
Não houvesse Deus repousado Ele próprio no sétimo dia, não poderia este com verdade ser chamado o sábado (ou descanso) do Senhor, fato que Deus reputou o mais adequado para figurar como uma memória de suas maravilhas, e perpetuar a lembrança d´Ele como seu Autor. Para que esse dia pudesse realmente ser designado por Deus Sábado do Senhor, necessário era que Deus houvesse nele efetivamente repousado.
Dai. porém, se evidencia ao mesmo tempo que nenhum outro dia tem direito a esse nome, porque o Senhor absolutamente não repousou em outro dia. É tão impossível mudar o dia de descanso do Senhor como é impossível mudar o dia de nosso nascimento. Suponhamos que alguém nasceu a 7 de Janeiro; esse dia e nenhum outro será o seu legítimo dia natalício, pois foi esse o dia em que nasceu. Essa pessoa poderá alegar, querendo, que nasceu a 1 de Janeiro, isto não altera absolutamente o fato de ser o 7 de Janeiro o legítimo dia de seu nascimento. O mesmo dá-se com o sábado. Deus repousou no sétimo dia. Esse dia foi um dia definido - o sétimo. Em virtude desse ato o sétimo dia ficou sendo o dia de repouso ou o sábado do Senhor. Eis um fato que é impossível destruir; impossível, dizemo-lo com toda a reverência, até para Deus mesmo, porque é impossível que Deus minta. Segue-se pois que o sétimo dia original, e depois dele cada sétimo dia sucessivo, foi e há de ser, impreterivelmente, o legitimo sábado ou dia de descanso do Senhor, preceituado no mandamento. Para ele o deixar de ser, necessário fora deixar de ser verdade que Deus no sétimo dia da criação repousara de toda a Sua obra que fizera.
2. Deus abençoou o sétimo dia
Este segundo ato foi o primeiro
passo dado no sentido de diferenciar dos outros o dia que Deus votara
ao Seu descanso. Se em relação a ele Deus se houvera limitado
apenas ao ato do repouso, esse dia só se teria distinguido dos
demais pelo que nele tinha sido feito. De resto. o seu caráter
teria permanecido o mesmo. Os seis primeiros teriam sido dias de trabalho,
entanto que o sétimo se teria caracterizado apenas em ter sido
o dia de descanso de Deus. Deus, porém. depois de haver repousado
e se restaurado no sétimo dia. conforme reza o relatório,
deitou-lhe a Sua bênção - bendisse (segundo
o original) o dia do Seu descanso, dando-lhe deste modo uma preferência
sobre os demais dias que o precederam e imprimindo-lhe um caráter
que o colocava superiormente àqueles. O sétimo dia tomava-se
deste modo o dia bendito do descanso de Deus.
Mas essa bênção deitada ao sétimo dia, não se limitava a distinguir o dia somente. Sempre que Deus deita a Sua bênção a uma pessoa ou coisa é com o fim evidente de não ficar ela circunscrita ao indivíduo que a recebe. Quer dizer: todo o indivíduo distinguido com a bênção de Deus, está, graças a essa bênção, predestinado a ser um portador de bênção para outros indivíduos. Assim Deus. abençoando a Abraão, põe bem claro o desígnio que nisto leva Abençoar-te-eí, disse-lhe, e serás uma benção ... e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
O mesmo com o sábado. A bênção deitada ao sétimo dia ou dia de repouso de Deus, tomava-o um dia bendito, por isso que devia redundar em bênção aos indivíduos contemplados com os benefícios dessa instituição. A soma de benefícios que o sábado, instituído antes do pecado, estava destinado a proporcionar à humanidade havemos de considerar mais de espaço em capítulos subsequentes. Analisemos o terceiro ato.
3. Deus santificou o sétimo dia
A santidade é um
caráter de Deus. Santificando o sétimo dia, o dia do Seu
repouso, Deus conferiu a esse dia caráter divino. Por esse ato,
o sétimo dia, que já tinha sido virtualmente distinguido
pelo ato da bendição, foi moralmente separado dos demais
dias da semana. O sétimo dia tornou-se deste modo o santo dia do
repouso de Deus, caráter absolutamente distinto, que nenhum outro
dia partilhava.
O
termo qadash, "santificar é definido por Young
"separar, apartar, isto é, "separar
ou apartar do uso comum para um fim religioso ou sagrado". O hebraista
Stade define-o: tornar propriedade de Deus, consagrado a Deus.
O sétimo dia, com ser santificado por Deus, depois de terminado
o ato do repouso, deixava de ser um dia comum, como os demais, para ser
consagrado a um fim santo, isto é, para ser devotado à memória
de Deus. Tal é o fato virtualmente implicado no ato da santificação.
Estava
assim consumada a instituição do sábado. Sobre o
fundamento do Seu repouso no sétimo dia, Deus primeiro abençoou,
depois santificou o sétimo dia. A bênção, como
vimos, envolvia uma promessa, porque o que Deus abençoa está
por sua vez destinado a servir de bênção. A santificação,
porém, implicava um dever sagrado em relação ao indivíduo
a quem a sua bênção era destinada - o dever de reconhecer
esse dia como dia separado por Deus dos dias comuns que o precederam,
a fim de ser devotado ao repouso e ao culto divino. Por sua própria
natureza, pois, estes dois atos - a bênção e a santificação
- se tornavam extensivos a cada sétimo dia sucessivo através
de todos os tempos.
Isto
deve tomar-se óbvio a todo aquele que refletir sobre as conseqüências
necessárias destes dois atos ao ponto de vista bíblico.
Se a bendição de um indivíduo tem por objeto fazer
dele uma bênção para outros indivíduos, é
claro que a bendição do sétimo dia como dia do repouso
de Deus não podia restringir-se ao sétimo dia original,
devendo naturalmente estender-se a cada legítimo dia sétimo
sucessivo pelo tempo que tal bênção se fizesse mister.
Ora, Deus abençoou ou bendisse o sétimo dia, o dia do Seu
repouso, em seguida ao ato do Seu repouso e em virtude desse mesmo
repouso, como explicitamente o declara: - ao sétimo dia
descansou: por isso (em hebraico 'al-ken = idcirco
em latim), "por esta razão', "por causa disto",
bendisse o Senhor o dia do sábado, e o santificou".
A necessidade da bênção do repouso do sétimo
dia foi portanto reconhecida antes da existência do pecado, afirmando-se
ela para o próprio estado de inocência, pelo que devia naturalmente
constituir uma necessidade perpétua. A santificação,
implicando a distinção ou separação desse
dia dos seis dias restantes, não podia , está claro, ser
menos extensiva no seu efeito, aplicando-se. como a bênção,
a cada sétimo dia seguinte em ordem de sucessão legítima,
sem nenhuma discrepância, sob pena de ficar anulado o seu motivo
imediato, e pelo tempo que tal necessidade subsistisse.
Bastava esta só reflexão para deixar de antemão assente não só a perpetuidade dessa instituição, como ainda a inamovibilidade do dia particular a que ela originalmente se prende, o qual, tendo sido um dia definido, não poderia em verdade ser sucedido por outro dia que lhe não correspondesse na ordem exata estabelecida pelo Criador. Um deslocamento do dia sétimo equivaleria a transtornar a ordem que constitui a base dessa instituição e a anular a causa imediata da bênção e santificação do sétimo dia, que, conforme Deus mesmo declara, foi haver Ele repousado nesse dia de toda a Sua obra que criara e fizera!
(Guilherme Stein Jr. O Sábado, 2ª edição, 1995, página 23 a 27, Sociedade Criacionista Brasileira).
O Princípio
O Princípio foi a pintura de capa da publicação As Perspectivas de um cientista sobre a criação e o dilúvio, de autoria de Clyde Webster Jr.
Destaca-se a conexão entre a criação e a redenção, e toda a natureza em adoração a Jesus, o Senhor do Sábado.
A pintura procura dar uma visão dinâmica interativa da semana da criação e deve ser de interesse tanto para mentes religiosas como seculares. Para atingir este objetivo, há uma forte interação entre várias disciplinas da ciência e do relato da criação como encontrado no livro de Gênesis. O fundo tem à esquerda uma área escura representando a escuridão que inicialmente envolvia a Terra.
Esta clareia gradualmente à medida em que se vai da esquerda para a direita, com a cor variando pelas cores do espectro do violeta para o vermelho. O objeto refletor e irregular abaixo do prisma representa a água que cobriu a Terra.
Uma
primeira observação deve revelar um objeto segmentado e
helicoidal, o DNA, expandindo-se da esquerda para a direita. Na extrema
esquerda há um feixe de luz branca vindo de cima para mostrar sua
fonte, Deus: "Haja luz." A luz emerge do prisma (a Trindade),
de acordo com as leis da física e toma a forma de uma "'fita"
espiralada para mostrar que a luz de Deus é para todo o mundo e
é fundamental para toda a criação.
A seqüência dia/noite agora se toma mais evidente, com cada dia ocupado por artefatos de acordo com o livro de Gênesis. No sexto dia, uma cruz é introduzida e também a árvore da vida. Juntas elas incorporam a descrição da árvore, feita por Ellen White e fazem a conexão entre a criação e a redenção. No sétimo dia, sete fitas de moléculas de DNA se encontram num ponto irrompendo em luz branca (o reverso do primeiro dia), unindo o pastor (gemas da vestimenta do sacerdote), a família (símbolos biológicos entrelaçados) e toda a natureza em adoração a Jesus (face na parte superior), que é o Senhor do Sábado.
A pintura original, que mede 43x14 cm está guardada no Newbold College, Binfield, Berkshire, Inglaterra. A obra foi encomendada por um professor de ciências, Dr. Albert A. C. Waite, como resultado de seu interesse em relatos da origem da vida na Terra. O artista, Cliff Sellers, é um ex-aluno do Newbold College.