Número 69

Artigos

O CRIACIONISMO E A GRANDE EXPLOSÃO INICIAL
Eduardo Lütz (*)

Neste artigo, iniciamos uma discussão sobre a posição criacionista com respeito à criação do Universo. Esclarecemos que Gênesis 1 fala sobre criação na Terra e imediações e não dá detalhes ou datas sobre a criação do Universo. Trazemos à tona o problema de autores, incluindo criacionistas, que divulgam opiniões e argumentos sobre a origem do Universo sem ter um conhecimento de causa apropriado. Destacamos que, de acordo com a Bíblia, fé e Ciência devem andar de mãos dadas; jamais devem ser consideradas como opostas entre si. Enfatizamos também que não se pode ter competência criacionista sem conhecer teorias científicas em primeira mão e, muito menos, confundindo 'Ciência' com 'Filosofia da Ciência'. Indicamos ao leitor algumas áreas estratégicas nas quais é necessário um aprofundamento antes que seja viável uma discussão mais adequada sobre a origem do Universo.


Introdução
Muitos criacionistas não têm dúvidas de que é incompatível com a Bíblia a idéia de que o Universo teria surgido em uma grande explosão inicial, conhecida como 'Big Bang'.


Surge então a questão: com que argumentos pode-se combater essa idéia de "Big Bang"? Talvez, procurando inconsistências no modelo do "Big Bang". Os que aprenderam um pouco mais sobre Deus, sabendo o quanto Ele é metódico e que tudo o que Ele faz é coerente, esses podem argumentar que devem também existir evidências físicas que apoiem a posição criacionista.


Seguindo esta linha, muitos artigos foram publicados por autores de diversas áreas. Um dos grandes problemas fundamentais com esses artigos é o fato de que demonstram falta de conhecimentos em algumas áreas grandemente estratégicas para esta questão.


Em suma, combatem o "Big Bang" sem saber do que se trata. Aparentemente o que esses autores pensam ser a "teoria do Big Bang" é apenas uma idéia simplista baseada essencialmente em boatos sobre o assunto. Faz-se grande confusão entre as informações divulgadas ao público leigo e a informação usada pelos cientistas. O problema é que linguagens não-matemáticas não podem expressar de maneira funcional uma série de coisas fundamentais sobre a natureza, obrigando os cientistas que divulgam essas informações a buscar analogias e outros artifícios na tentativa de tornar os temas de sua pesquisa acessíveis ao público leigo.


É claro que essa falta de distinção entre Ciência e divulgação bem como a falta de preparo técnico sobre temas vitais ao assunto só tende a gerar embaraços ao Criacionismo, tanto no confronto com o Evolucionismo quanto no que se refere à harmonia lógica interna da filosofia criacionista.


Ao ler artigos assim produzidos, vários cientistas criacionistas (incluindo o autor destas linhas) têm sentido grande desconforto por causa da argumentação equivocada e, muitas vezes, suicida adotada tão amplamente. E, notem: argumentação equivocada tanto biblicamente quanto cientificamente. Estão a defender uma posição que não é bíblica em nome do Criacionismo. Concordamos que algo deveria ser feito para esclarecer essa questão. E este autor recebeu a incumbência de escrever alguns artigos, quando possível, cuja intenção é a de tentar desfazer alguns mal-entendidos mais graves dentre os que têm surgido nesta longa batalha entre Criacionismo e Evolucionismo.


Neste artigo, pretendemos apenas fazer uma introdução ao assunto da origem e evolução do Universo no contexto dos objetivos já mencionados. Apenas uma introdução por tratar-se de um assunto profundo e complexo, cuja compreensão exige conhecimentos matemáticos avançados (incluindo Análise Tensorial e espaços vetoriais com infinitas dimensões).


Evidentemente, não vamos supor que o leitor possua tais conhecimentos. Mas é muito importante que se saiba que as explicações que damos ao público leigo, incluindo as analogias que fazemos e as figuras de linguagem que usamos não fazem parte da pesquisa científica, ao contrário do que pensam alguns autores, e nem sequer podem conter todas as informações relevantes de uma teoria científica autêntica. ...


Lembremo-nos de que teorias científicas autênticas não são meras conjecturas. São modelos matemáticos, conforme discutimos no artigo "Considerações sobre Ciência" (Folha Criacionista, número 66), e a tradução para uma das chamadas "linguagens naturais" (como português ou qualquer outra língua falada por algum povo da Terra) implica em monumentais perdas de informação e funcionalidade. E não basta introduzir algumas pequenas fórmulas solitárias em nível de Ensino Médio, como fazem muitos autores que combatem o modelo da grande explosão e como fazem também muitos autores evolucionistas. ....


Questões Importantes
As questões que poderíamos levantar em relação a este modelo são muitas. Podemos citar algumas das mais importantes para os criacionistas.

1. Como é o modelo do 'Big Bang'? (Se não sou capaz de lidar com a expressão matemática deste modelo, não estou habilitado em primeira mão para apoiá-lo ou negá-lo: seria necessário consultar especialistas em Relatividade Geral e Cosmologia. Mas como saber em quem confiar?)

2. Que evidências tendem a apoiar este modelo? De que outras maneiras elas poderiam ser interpretadas?

3. Que evidências tendem a negar este modelo? Essas evidências estão bem estruturadas ou são apenas conjecturas qualitativas? Se são evidências bíblicas, decorrem de métodos rigorosos de estudo da Bíblia ou apenas estão seguindo um modismo teológico de interpretação?

4. É possível ser criacionista teísta, crer no relato bíblico da criação especial, considerando literal a semana de Gênesis 1 e ainda assim aceitar a viabilidade do modelo do 'Big Bang'?

5. Quais são as implicações de considerar-se a semana de Gênesis 1 como sendo o período em que o Universo foi criado e estruturado? Essas implicações são compatíveis com as leis de Deus (leis físicas e morais já conhecidas)? A propósito, Deus viola Suas leis de vez em quando? Será que não houve violação de leis físicas na semana da criação?

Poderíamos levantar muitas outras questões como essas, cujas discussões e respostas encheriam muitos livros. No mínimo, precisaríamos de uma série de artigos para poder tratar destes problemas sem que ficássemos por demais presos à superficialidade.

Embora estudar tudo isto pareça uma tarefa gigantesca, estas são questões importantes que exigem esclarecimentos, visto como tantos têm-se aventurado nesta área sem conhecimento de causa, divulgando idéias que não favorecem o Criacionismo, ainda que, à primeira vista, pareçam estar em conformidade com a Bíblia. ...

Física e Teologia
Alguns tendem a pensar que as coisas que Deus faz não têm explicação. Parecem pensar, por exemplo, que, se explicarmos um milagre por meio de leis naturais estaremos descartando a Deus da explicação. Neste ponto, muitos evolucionistas e criacionistas concordam.

Que ateus pensem assim é compreensível. Mas criacionistas não podem pensar dessa maneira coerentemente. O maior milagre que existe é o Universo e suas leis. A existência de leis físicas é um milagre. Deus fez e faz isso. Como podemos então definir milagre como sendo uma violação de leis físicas?!

Algumas pessoas parecem pensar que, de alguma forma, fé e razão são coisas opostas. Uns falam como se o princípio de testar tudo antes de aceitar fosse apenas uma má influência do racionalismo ("ponde tudo à prova; retende o que é bom", I Tessalonicenses 5:21; ver também Atos 17:11). Outra perversão é imaginar que ter fé é acreditar em algo com pouca ou nenhuma evidência. Este conceito perverso de fé (que alguns pensam basear-se em Hebreus 11:1) pode levar as pessoas a rejeitar a Bíblia ou a rejeitar a Ciência. Em qualquer desses casos, a pessoa estará desqualificada para entender a relação entre a revelação de Deus por meio da natureza (em linguagem Matemática, isto é, de regularidades) e a revelação de Deus por meio de Sua Palavra escrita em linguagem humana. E sem entender essa relação, não somos capazes de apreciar devidamente o significado da mensagem criacionista apresentada em Apocalipse 14, muito menos poderemos cumprir nossa missão de levar essa mensagem ao mundo.

A verdadeira Ciência nunca entra em contradição com a Bíblia. Esta afirmação é válida se definirmos 'Ciência verdadeira' como sendo a aplicação rigorosa do método científico e se, da mesma forma, utilizarmos uma rigorosa metodologia de exegese bíblica para entender a Bíblia, sem jamais esquecer de pedir a orientação do Espírito Santo, tanto para entender a Ciência quanto para entender a Bíblia.

Tudo o que Deus faz tem uma explicação, mesmo que não seja acessível aos mortais. Esta explicação envolve um objetivo ("por quê?" e "para quê?") e uma maneira de fazer ("como?").

Ao estudarmos a Bíblia, entendemos mais e mais os objetivos de Deus. Ao estudarmos as leis da natureza, entendemos mais e mais como Deus age, os métodos de trabalho que Ele escolhe. É verdade que a natureza também nos dá pistas sobre os objetivos de Deus, assim como a Bíblia nos dá pistas sobre como Deus faz as coisas. Mas a diferença está na ênfase e na quantidade de informações úteis para essas abordagens.

É por isso que a Bíblia lança luz sobre a natureza e a natureza lança luz sobre a Bíblia. Não podemos ser criacionistas competentes se nos ativermos somente a uma dessas fontes. Ambas são a Palavra de Deus e devem ser estudadas. ...

Considerações Finais
Uma das principais circunstâncias que abrem as portas para tantos mal-entendidos é a de que diversos autores escrevem artigos e livros fora da sua área de conhecimento. Não que isso em si seja um problema, mas a falta de embasamento tem causado estragos apreciáveis na construção de argumentos tanto criacionistas quanto evolucionistas.

Esse também é um problema extremamente comum em artigos e livros que falam sobre Ciência e Religião bem como na área da Filosofia da Ciência. De fato, freqüentemente os autores que falam sobre Ciência e Religião parecem ter sido educados pelos equívocos (muitas vezes até elementares) tão amplamente divulgados até oficialmente na área da Filosofia da Ciência. Quando falamos nestes equívocos, parece que estamos assumindo uma postura de donos da verdade. Mas tratam-se simplesmente de aspectos do nossa vivência como cientistas que geralmente são mal-interpretados por pessoas de outras áreas, pois possuem uma formação que tende a não levar em conta esses aspectos de maneira funcional. Estão essencialmente contemplando uma tecnologia que para eles é alienígena e faz pouco sentido e tendem a interpretá-la à luz de alguns preconceitos.

Fica então, o alerta: se você deseja aprofundar-se em Ciência ou em modelos científicos como o "Big Bang" ou se quer estudar questões de Ciência e Religião ou Criacionismo, estude a Bíblia, estude Matemática (especialmente equações diferenciais), leia os livros técnicos da área e não busque essas fontes de desinformação. ...

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)






James Clerk Maxwell

James Clerk Maxwell (1831 - 1879) teve vida curta mas singularmente produtiva. Um dos maiores cientistas de todos os tempos, ele era também um sincero cristão que cria na Bíblia. Partindo dos conceitos e do trabalho experimental de seu amigo Faraday, ele desenvolveu uma estrutura matemática teórica abrangente da teoria dos campos eletromagnéticos, envolvendo todos os tipos de sistemas de energia (exceto as forças nucleares e gravitacionais) em seu famoso "espectro das ondulações eletromagnéticas".

Albert Einstein considerou o trabalho de Maxwell "o mais profundo e frutífero que a Física experimentou desde a época de Newton". Ele também estendeu a Termodinâmica Clássica ao campo mais amplo da Termodinâmica Estatística, e fez numerosas outras contribuições notáveis no campo da Física e da Matemática.

Sua fé cristã era essencialmente "fundamentalista". Ele foi um forte opositor à evolução, capaz de desenvolver uma refutação matemática rigorosa da famosa "hipótese nebular" do ateísta francês Simon de LaPlace. Ele escreveu também uma incisiva refutação das filosofias evolucionistas de Herbert Spencer, grande propugnador do darwinismo.

Uma oração de seu próprio punho encontrada após a sua morte citava o relato de Gênesis da criação do homem à imagem de Deus e a ordem de dominar a Terra como sendo a motivação para os seus estudos científicos, e ao mesmo tempo declarando a sua fé pessoal em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Ele foi um diligente estudante das Escrituras, e deixou um claro testemunho cristão em sua vida.

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)



ANTES DA SEMANA DA CRIAÇÃO
VIDA EM OUTROS PLANETAS DO SISTEMA SOLAR?


Editores

Uma vez posto que, à luz dos conhecimentos atuais, a criação dos céus e da terra é algo posterior à criação do Universo (como exposto no artigo anterior, e nesse sentido recomendamos também a leitura dos artigos que foram publicados sobre a Semana da Criação nos números 52 e 53 da Folha Criacionista), e que a vida é um fenômeno singular, conhecido por nós até o presente somente em nosso planeta, não deixa de surgir naturalmente a pergunta sobre a eventualidade de poder ser detectada a existência de vida, semelhante à que conhecemos, também em outros planetas, tanto do Sistema Solar como de outros possíveis sistemas planetários.

Decorre daí, evidentemente, todo o esforço da "jornada às estrelas" iniciada com o advento da "Era Espacial" em meados do século passado, e que tem merecido especialmente das grandes potências incentivos e vultosos recursos para a exploração não só de nosso Sistema Solar como também de astros situados nas imediações mais próximas de nosso Sol.

Apesar de esse esforço inegavelmente ter lançado muita luz sobre questões de interesse científico legítimo, a ponto até mesmo de poder sugerir justificativas para os investimentos bilionários feitos até hoje, pode-se vislumbrar que seu maior objetivo, na realidade, ou tem sido de natureza militar hegemônica, ou de tentativas para comprovar teses evolucionistas enraizadas no estamento científico de maneira também hegemônica, o que não deixa de ser lamentável e mesmo injustificável sob o ponto de vista da própria conceituação da ciência.

Neste artigo se faz um apanhado sobre tais esforços, com a intenção de despertar em nossos leitores o interesse pelo acompanhamento das iniciativas para a busca de vida extraterrestre que estão em curso. ...


Detecção de Vida em Marte

A superfície do planeta Marte apresenta-se como um deserto árido e gélido, aparentemente hostil a qualquer forma de vida, porém os astrônomos acham que no passado ela foi coberta por lagos, rios, e possivelmente oceanos.

As primeiras tentativas de detectar diretamente a existência de vida em Marte foram feitas há mais de 25 anos com o "Projeto Viking", que colocou na superfície do planeta duas sondas especialmente projetadas para colher amostras do solo e efetuar análises visando à detecção de material orgânico e vida. Por ocasião da divulgação dos resultados obtidos pelas sondas Viking, a Sociedade Criacionista Brasileira apresentou resumos críticos a respeito, que podem ser encontrados nos números 12 a 15 da Folha Criacionista.

Atualmente, o satélite da NASA "Mars Odissey", em órbita ao redor de Marte, detectou grandes quantidades de gelo a alguns metros abaixo da sua superfície, e a sonda Beagle procurará na sub-superfície evidências sobre a possível existência atual ou remota, de extremófilos, ou seja, de microorganismos que vivem subterraneamente em extremas condições de pressão, temperatura e toxidez. Esses microorganismos representam uma espécie de forma de vida existente em formações rochosas, e muitos exemplos deles têm sido estudados na Terra, inclusive em algumas amostras de rochas recentemente encontradas a 4 km de profundidade em uma mina da África do Sul.

Como as sondas atuarão para detectar a existência de vida em Marte? Uma das diferenças entre a missão da Beagle-2 e as demais é que ela efetuará testes de matéria orgânica in situ. Se tudo correr bem, os braços mecânicos da Beagle-2 procurarão detectar traços de gases, compostos orgânicos e substâncias químicas complexas nas rochas situadas nas imediações, quebrando-as e moendo-as. Amostras de solo serão retiradas usando um robô que pode escavar sob a superfície. Um conjunto analisador de gases será usado para aquecer no forno as amostras de rochas e do solo coletadas, processar os gases liberados e analisá-los no espectrômetro de massa. O registro das temperaturas em que as amostras liberarão gás carbônico poderá permitir a detecção de um isótopo do Carbono que indicaria a existência de vida.

Outros testes procurarão detectar metano, já que os extremófilos se alimentam reduzindo o dióxido de Carbono em metano. Na superfície, o metano é destruído rapidamente por reações químicas, e se o Beagle-2 detectar mesmo que sejam níveis mínimos de metano, deverá ser suposta a existência de uma fonte contínua de produção, ocasionada provavelmente por atividade biológica.

Vamos esperar pelo sucesso das missões da Beagle-2 e dos robôs do Projeto "Mars Explorer" e pelas notícias que então serão divulgadas!


Planetas e luas sem forma e vazios

... Partindo da suposição de que nosso planeta teria sido criado juntamente com o Sistema Solar (o que não deixa de ser razoável até mesmo pela consideração do texto bíblico da Criação, que faz menção aos dias da Criação, e a existência de dias pressupõe não só a rotação da Terra, mas também seu posicionamento em órbita em torno do Sol), têm sido propostos dois modelos para a criação do Sistema Solar.

O primeiro modelo defende a criação da Terra - incluindo a sua modelagem para ter as condições necessárias para a existência da vida, bem como a própria vida em todas as suas manifestações - na semana da Criação, juntamente com a criação do Sistema Solar.

Neste primeiro caso, a semana da Criação corresponde portanto ao período da criação do Sistema Solar, juntamente com a modelagem da Terra para abrigar a vida, tendo os demais planetas e luas do Sistema Solar (criados nesta semana simultaneamente com a Terra) permanecido sem forma e vazios.

O segundo modelo defende a criação do Sistema Solar, com todos os planetas (inclusive a Terra), e suas luas, em época indeterminada, anteriormente à semana da Criação, todos sem forma e vazios.

Neste segundo caso, a semana da Criação relatada em Gênesis corresponde portanto somente ao período de modelagem da Terra (que sucedeu o período indeterminado desde a criação do Sistema Solar) para ter as condições necessárias para a existência da vida, bem como a própria vida em todas as suas manifestações. Neste segundo caso, ainda, os demais planetas e luas do Sistema Solar teriam permanecido em seu estado original, sem forma e vazios, como eram desde o início da época indeterminada que precedeu a semana da Criação.

Assim, em qualquer dos dois modelos propostos para a criação da Terra em conexão com o Sistema Solar, evidencia-se a peculiaridade de nosso planeta dentro da "família solar" no sentido de ser o único a ter sido modelado para abrigar a vida. Nem antes nem depois da semana da Criação qualquer outro planeta ou lua do Sistema Solar jamais foi modelado para abrigar vida em qualquer de suas manifestações conhecidas por nós aqui na Terra. E é isso o que as explorações espaciais modernas têm revelado, de forma verdadeiramente científica!

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)


A BUSCA PELA VIDA EXTRATERRESTRE
Ian Taylor (*)

Desde que o primeiro ser humano contemplou o céu estrelado, a raça humana tem-se preocupado com a existência de vida em outros mundos. De alguma maneira, hoje, pensa-se que, se existir vida extraterrestre, ela deverá ser mais evoluída do que a nossa. Talvez essa conjectura (até certo ponto "messiânica") não deva nos surpreender se considerarmos que os seres humanos foram criados por um Ser superior, e que têm um desejo inato de conhecê-lO.

A teoria da evolução, de fato, nega a possibilidade de termos sido criados, e a sua versão estrita deixa de lado mesmo a noção de um Criador. Quando Charles Darwin anunciou ao mundo sua teoria da origem das espécies, a idéia de evolução e de um universo sem Deus deu um gigantesco passo à frente. A razão era que, com a seleção natural proposta por Darwin (em deferência a cujo status quase sagrado seus fiéis seguidores sempre a escrevem com S e N maiúsculos) como mecanismo, a evolução parecia tão óbvia e simples para os naturalistas "de gabinete".

Entretanto, era necessário ainda um grande salto de fé, com relação à origem da vida na Terra. De alguma forma, partículas vivas auto-replicadoras tinham de ter surgido espontaneamente a partir do inanimado. E este processo fictício recebeu o nome de "abiogênese". Todas as pesquisas, desde os dias de Darwin, demonstraram que a vida somente pode provir de vida anterior, ou pré-existente. Este processo é hoje tão bem reconhecido que, de há muito, foi elevado à categoria de Lei - a Lei da Biogênese. E são muito poucas as teorias que têm-se tornado Leis na ciência!

Assim, o que após a publicação da teoria de Darwin era primeiramente especulação vã, tornou-se depois uma séria necessidade - encontrar evidências a favor de vida extraterrestre. A argumentação era de que a vida aí está, e portanto deve ter-se originado algures - se não na Terra, então em algum outro lugar no Universo. De fato, com uma origem extraterrestre, isso claramente levaria a questão toda da origem da vida para bem além do acesso à investigação humana.
.........

A conclusão ... resume com precisão o propósito real que se esconde atrás da busca por outros planetas, que é prover fundamentação para a crença de que a vida pode surgir espontaneamente a partir da não-vida. Isso não pode ser comprovado nem rejeitado, mas a fé evolucionista baseia-se em tais efêmeras evidências. O principal, portanto, é que, sob o ponto de vista evolucionista, torna-se desnecessário o Criador e autor da vida.


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OUTROS SISTEMAS PLANETÁRIOS
Editores

Talvez já tenhamos olhado à noite para o céu estrelado, tendo então subido à nossa mente a indagação - será que estamos sozinhos aqui na Terra? Bem, se nossa indagação disser respeito à presença de seres humanos em outros mundos, a resposta objetiva permanece ainda sem demonstração, mas se tiver a ver só com a existência de outros planetas semelhantes ao nosso em órbita ao redor de outras estrelas, a resposta parece ser positiva.

Hoje, mais de 60 planetas extra-solares já são conhecidos, conforme mencionado pela revista The Planetary Report publicada pela Sociedade Planetária (ver o artigo Extrasolar Planets on the Rise! publicado no número de julho-agosto da referida Revista), sendo que outras fontes, como a revista TIME mencionam mais de 90 (ver o artigo A Sister Solar System? publicado no número de 24 de junho de 2002 dessa revista). De qualquer maneira, o número de planetas extra-solares detectados - apesar de sua busca inicial ter sofrido revezes como no caso dos planetas B1 e B2 da estrela de Barnard, e de outros semelhantes - realmente tem crescido com o aprimoramento dos métodos utilizados para a sua detecção.

Estima-se que entre 2% a 4% de todas as estrelas semelhantes ao Sol sejam acompanhadas de planetas semelhantes a Júpiter, mas que nem todos os respectivos sistemas planetários apresentem semelhança estrita com o nosso Sistema Solar. Isso significa que, das aproximadamente 50 bilhões de estrelas semelhantes ao Sol existentes na nossa Via Láctea, cerca de 1,5 bilhões poderiam abrigar planetas, dos quais uma pequena fração poderia ser de planetas semelhantes à Terra. Dentro dessa fração, que poderia ainda atingir a cifra de milhares a milhões, provavelmente estarão alguns dos 60 ou 90 mencionados acima!

... Nossa amostra atual de planetas extra-solares limita-se a planetas que estão em órbita ao redor de estrelas vizinhas ao Sistema Solar, devido aos desafios que ainda não foram vencidos para a observação de estrelas distantes. De fato, a maioria das estrelas que foram detectadas com planetas semelhantes a Júpiter situa-se dentro de um raio de 100 anos-luz a partir do Sol, sendo que, das cerca de 480 estrelas semelhantes ao Sol existentes nessa proximidade, somente menos de 4% possuem planetas em órbita ao seu redor. Desconhece-se se este percentual é mantido dentro de raios maiores e ao longo de toda a Via Láctea.

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)


A BUSCA POR INTELIGÊNCIA EXTRATERRESTRE
Urias Echterhoff Takatohi (*)

Manifestações inteligíveis provêm de causas naturais ou de desígnio intencional?
A busca por inteligência extraterrestre (SETI - Search for Extraterrestrial Intelligence) envolve numerosos projetos. Todos eles objetivam encontrar evidências de inteligência extraterrestre através de sinais de rádio vindos do espaço. O primeiro desses projetos foi levado a efeito em 1960 pelo astrônomo Frank Drake, atual diretor do SETI Institute. O principal projeto do Instituto recebeu o nome de Phoenix, com um orçamento anual de 4 a 5 milhões de dólares. O projeto utiliza grandes radiotelescópios para captar sinais provenientes de estrelas semelhantes ao Sol, que estejam a menos de 200 anos-luz de distância. Além do SETI Institute, outras instituições de pesquisa trabalham em projetos similares; são elas: SERENDIP (Search for Extraterrestrial Radio Emissions from Nearby Developed Intelligent Populations); SETI@Home da Universidade da Califórnia, Berkeley; Southern SERENDIP, na Austrália; Harvard SETI Group e outros.(1)

Por que os cientistas envidam todos os esforço nesse tipo de atividades? Uma rápida olhada na história do pensamento humano pode ajudar-nos a entender a questão. Até o século XIX, a maior parte do mundo cristão cria que cosmos e tudo o que nele há eram resultados da criação divina. Os cientistas davam pouca atenção a questões sobre a origem do universo e da vida.

Entretanto, a partir do século XVII, os cientistas descobriram processos regulares na natureza, que podiam ser explicados por meio de leis abrangentes, algumas vezes expressas na linguagem precisa da matemática. Essas leis naturais e suas teorias permitiam fazer predições de fenômenos, e promover o desenvolvimento de tecnologias que possibilitavam até controle da própria natureza. Como resultado, em meados do século XIX, fortaleceu-se a idéia de que a figura de um Deus Criador era desnecessária para explicar os fenômenos naturais. O cosmo se tornou a realidade fundamental. Nessa cosmovisão denominada naturalismo ou materialismo, a busca por uma explicação sobre a origem de tudo, sem menção de um Criador, constituía-se uma necessidade lógica.

A metodologia
Os diversos projetos SETI procuram sinais de rádios de banda estreita com freqüência definida, como os sinais de nossas estações de rádio e TV. As fontes naturais de ondas de rádio vindas do espaço geralmente produzem sinais de banda larga, enquanto que os transmissores de rádio e TV apresentam freqüência específica. Fazendo uma analogia com as ondas sonoras, uma estação de rádio ou TV emite uma nota simples como o som de uma flauta, enquanto que as fontes de rádio naturais produzem um som semelhante ao de uma cachoeira. Espera-se que extraterrestres inteligentes construam transmissores de rádios semelhantes aos nossos. Também se espera que algum ser inteligente, que deseje transmitir ondas eletromagnéticas através do espaço, use uma freqüência de cerca de 1420 MHz (2). Se um sinal com essas características for detectado, é necessário verificar se ele não provém de fonte humana, como ocorre com os radares ou os satélites de comunicação.

Se um sinal apropriado for detectado, o próximo passo será verificar se há nele alguma evidência semelhante às ondas de rádio ou TV. É possível introduzir informações numa onda eletromagnética, mediante pequenas variações intencionais (modulações) em sua freqüência ou amplitude. Os projetos atuais estão operando apenas na busca de um sinal adequado. A procura por uma mensagem num sinal, caso seja encontrada, irá necessitar de nova instrumentação. ...

Qual o critério para distinguir uma causa inteligente em um sinal? A melhor evidência de que algum efeito foi planejado por uma inteligência é sua complexidade especificada.
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De onde veio toda essa informação?
Considere o ensaio que você está lendo. Ele foi produzido por uma inteligência; nesse caso, um ser humano. Ninguém pode dizer ou imaginar que algum dispositivo automático escolheu as letras ao acaso para compô-lo, ou que haja um mecanismo natural que possa colocar as letras em seus lugares corretos. O texto é suficientemente complexo e específico para tornar irracional a pressuposição de que ele apareceu por acaso, ou mediante causa natural não-dirigida.

Se isso ocorre num simples ensaio como este, quanto mais com a informação genética, muito mais complexa e especifica do que este texto? Ela deve ser, portanto, atribuída apenas a uma fonte inteligente. Se essa agência inteligente não pode ser encontrada na Terra, deve ser extraterrestre. A biologia e a bioquímica, na segunda metade do século XX, em sua busca para compreender as bases moleculares da vida, descobriu evidências claras da existência de inteligência extraterrestre. Porém, o pensamento naturalista está tão arraigada em nossa cultura, que esse feito não é comemorado na comunidade científica.

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)



ENCONTRAREMOS SERES EXTRATERRESTRES?
Frederic Golden (*)

A revista TIME de 19 de abril de 2000 foi dedicada a "Visões do Espaço e da Ciência", em um ensaio de futurologia que tentou abordar questões candentes cujas respostas sem dúvida têm sido procuradas avidamente não só pela ciência como também pelo público em geral, mas que ainda estão longe de serem dadas de maneira satisfatória e com fundamentação adequada. Dentre essas questões, uma delas é a que consta no título acima, que levou ao articulista Frederic Golden a discorrer sobre o assunto (evidentemente sob a moldura evolucionista, embora até certo ponto crítica), e que transcrevemos a seguir, para ressaltar a nossos leitores o tipo de abordagem geral dada pelos evolucionistas a essa questão da vida extraterrestre, em comparação com a moldura criacionista.

Muito tempo se passou desde o ano 1600, quando Giordano Bruno, um sacerdote católico de Nápoles, despido de seus hábitos sacerdotais, foi queimado na fogueira, devido, entre outras coisas, à sua convicção de que poderiam existir outros mundos e formas de vida além da Terra. Na nossa era de "jornada às estrelas", entretanto, torna-se quase uma heresia não crer na vida extraterrestre. Pesquisas de opinião mostram que 54% dos americanos estão convencidos de que existem seres alienígenas pelo espaço a fora, isso para não mencionarmos a significativa percentagem de 30% que acha que já fomos visitados por eles em nosso planeta.

Se realmente existir vida algures no Universo, qual seria a probabilidade de a encontrarmos ainda enquanto nós ou nossos filhos estivermos vivos? A busca dos extraterrestres, de qualquer forma, exige bastante fé. Tem-se de acreditar que não sejam peculiares à Terra as condições para a existência de vida (água no estado líqüido, temperaturas condizentes, proteção contra radiações letais provenientes do espaço), bem como que, sob circunstâncias adequadas, a vida possa surgir bastante facilmente, e ainda, que, se essa vida chegar a atingir um nível suficientemente avançado para comunicar a sua presença, ela não chegará a se auto-destruir em uma guerra nuclear ou em uma degradação ambiental antes de se manifestar aos terráqueos.

São, esses, muitos condicionamentos para serem engolidos pelos cientistas céticos. Como dizia o físico italiano Enrico Fermi, se existem tantos extraterrestres por aí, por que não se comunicam conosco?!
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Drake, na realidade, não conseguiu detectar nada, nem um bip sequer. Nem ninguém mais conseguiu, até hoje. Mesmo após gastar muitos milhares de horas escaneando o céu em milhares de freqüências, a um custo de mais de 100 milhões de dólares nas últimas quatro décadas, os astrônomos ainda estão por detectar um único sinal fidedigno, embora a estrela mais longínqua investigada estivesse relativamente perto (somente à distância de 1% do diâmetro de nossa galáxia).

Drake, já com 70 anos, autor da fórmula que leva seu nome, para o cálculo do número possível de civilizações tecnologicamente avançadas em nossa galáxia (a Via Láctea), ainda se mantém firmemente convencido de que estará a postos quando finalmente uma delas se manifestar. "Estamos somente no início de nossa busca", afirma ele, que reconhece que existem cerca de 10.000 mundos com alta tecnologia espalhados em nossa galáxia, que por sua vez contém 100 bilhões ou mais de estrelas. Esses são números bem mais modestos do que a estimativa do falecido Carl Sagan - 1 milhão de civilizações inteligentes somente em nossa galáxia, uma das talvez 100 bilhões de galáxias espalhadas pelo Universo.

Durante anos o Congresso Americano financiou várias iniciativas do Projeto SETI, até que os fundos federais foram cortados em 1993, em função do estigma político de estar pagando para procurar os "pequenos homens verdes", como os céticos gostam de dizer. Não obstante, a NASA continua a busca de vida fora da Terra (mesmo que seja apenas de pequenos "insetos verdes"), sob a denominação politicamente mais palatável de "Astrobiologia". Hoje mesmo, a NASA está observando a poeirenta superfície de Marte (sobre a qual supostamente escoou água no passado) e o provável oceano sob a superfície gelada de Europa, lua de Júpiter, como locais propícios a formas de vida primitiva.

Um alarme falso recente: os tão falados meteoritos marcianos encontrados na Antártida aparentemente não contêm evidências convincentes da existência de microorganismos no Planeta Vermelho, como alegado inicialmente.

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)


UMA DISCUSSÃO SOBRE ÁRVORES EVOLUTIVAS HUMANAS
OBTIDAS DE ESTUDOS COM MARCADORES MOLECULARES

Wellington dos Santos Silva (*)

Introdução
O estudo da evolução humana tem sido impactado por dois fatores: o aumento significativo na disponibilidade de dados genéticos e novos modelos de inferência filogenética. A variação genética observada entre populações vivas se tornou uma ferramenta para os pesquisadores estudarem diversos aspectos da evolução humana e usá-los para estabelecer relações entre as espécies (vivas e extintas). A inferência filogenética se tornou uma disciplina central na Biologia Evolutiva, substituindo abordagens que se concentram em semelhanças e diferenças. O objetivo dos estudos filogenéticos é reconstruir a correta genealogia entre organismos e estimar o tempo transcorrido desde que eles divergiram de um ancestral comum. As relações evolutivas entre grupos de organismos são ilustradas em gráficos chamados de árvores filogenéticas. Os mais variados periódicos científicos, desde aqueles especializados em biologia molecular até os de antropologia, estão repletos de árvores evolutivas. O objetivo deste artigo, portanto, é analisar a construção de árvores evolutivas humanas baseadas nas evidências genéticas mais recentes e tentar harmonizar estas evidências com o relato bíblico da origem humana.

A origem do Homo sapiens sapiens
Atualmente, existem duas grandes correntes explicativas da evolução humana: o modelo da "monogênese africana ("Out of Africa", ou seja, fora da África), segundo o qual o H. sapiens evoluiu a partir do H. erectus, na África, espalhando-se depois pelo planeta, e o modelo "multirregional", segundo o qual a pressão evolutiva (em termos de selecção natural) fez surgir tipos avançados similares ao H. sapiens a partir do H. erectus, em diferentes partes do mundo, mais ou menos simultaneamente.

O apoio dos dados genéticos contribuiu de maneira fundamental para tornar o modelo da monogênese africana a visão hegemônica no meio antropológico. De um modo geral, o modelo da monogênese africana e a descoberta de uma "Eva mitocondrial" africana, de 200.000 anos de idade, eram apresentados como idéias sinônimas (Meyer, 1996).
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Harmonizando os dados com o relato bíblico
Até que ponto é possível harmonizar os dados obtidos pelos cientistas com o relato bíblico da origem do homem? Para o autor deste artigo, os resultados com o mtDNA são a maior evidência de que todas populações atuais originaram-se de uma única população. Esta população, a Bíblia nos conta, era composta por oito pessoas - Noé, sua esposa, seus três filhos e suas três noras. Seus ancestrais podem ser traçados até o aparecimento do primeiro casal, Adão e Eva. Entretanto, não podemos concordar quanto ao ponto de origem geográfica como sendo o continente africano, nem o tempo decorrido para o seu surgimento há aproximadamente 200 mil anos.

Árvores como a de Cann e colaboradores (1987) apresentam uma falha metodológica em sua implementação. Eles deixaram de considerar uma reconstrução alternativa para os estados ancestrais, que é igualmente parcimoniosa à origem africana. Essa alternativa é uma origem asiática, seguida por duas migrações a partir daquele continente: (a) uma para a África e (b) outra para os demais continentes (Maddison, 1991). Acredito que esta reconstrução seja mais fiel ao relato bíblico da dispersão dos povos após o dilúvio e a construção da Torre de Babel (Gênesis 6-11).

Finalmente, alguns estudos revelaram uma taxa de mutação muito maior em moléculas do mtDNA humano do que a taxa normalmente aceita. Os evolucionistas assumem que o relógio molecular do mtDNA apresenta uma taxa constante de uma mutação a cada 6000 a 12000 anos, algo em torno de 600 gerações (Gibbons, 1998). Entretanto, estudos revelaram uma taxa mutacional cerca de 20 vezes mais rápida, ou seja, uma mutação a cada 25 a 40 gerações (Howell, 1996; Pearsons et al., 1997). Estes dados, suscitaram sérios questionamentos aos métodos utilizados para datar os eventos evolutivos (Paabo, 1996; Gibbons, 1998), enquanto para os criacionistas, soaram como boas novas por estar em harmonia com o modelo de uma curta cronologia para a nossa origem (Wieland, 1998).

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)


DEPOIS DO DILÚVIO
Bill Cooper (*)

CAPÍTULO 4
AS CRÔNICAS DOS ANTIGOS BRETÕES

"Se Deus quiser, em outro momento mais conveniente, e em local mais adequado, serão restauradas para os originais de Brutus a concordância maravilhosa com as histórias da antigüidade, e a sua grande e inesperada luz e credibilidade ..."
(John Dee 1577, Cotton MS. Vitellius, C., vii f 206v)

Na quarta-feira, 7 de novembro de 1917, Flinders Petrie, renomado arqueólogo da época, em reunião da Academia Britânica, dirigiu uma mensagem aos seus membros. Ele estava para lhes apresentar uma monografia intitulada Neglected British History (História Britânica Esquecida) (1) na qual chamava na atenção para o fato de que um considerável acervo9 de material histórico documental estava sendo passado por alto, se não voluntariamente ignorado, como fonte primária, pelos historiadores modernos. Ele chamou a atenção rapidamente para a obra de Geoffrey of Monmouth, e em seguida demorou-se mais em um registro específico que lançava muita luz sobre a história bastante desprezada de Geoffrey. Este antigo livro para o qual ele chamou a atenção era então conhecido por ele como a Tysilio Chronicle, hoje classificada como Jesus College MS LXI, e integrada no acervo da Biblioteca Bodleiana, de Oxford. Escrito em Galês medieval, como seu próprio termo de impressão (colofão) indica, (2) é uma tradução que foi ordenada pelo mesmo Walter de Oxford que encarregou Geoffrey of Monmouth de traduzir certo antigo livro bretão para o Latim. Tratava-se, de fato, de uma tradução, do antigo Bretão para o Galês medieval, do mesmo material original usado por Geoffrey, e constitui uma resposta para todos os críticos eruditos que haviam afirmado com tanta ênfase, ao longo de anos, que Geoffrey of Monmouth estava mentindo ao alegar que tinha traduzido aquele livro.

Entretanto, esta não foi a única luz que a crônica galesa devia lançar, pois ela iria abordar assuntos de muito maior importância e relevância do que o mero resgate do bom nome de Geoffrey. (3) De fato, ela contém relatos historicamente verificáveis que derrubam muitas hipóteses e ensinos modernistas sobre nosso passado.. Mais importante, ainda, o material nela contido revela uma antigüidade para si mesma que estende a história registrada contemporaneamente para épocas desconcertantemente anteriores. Desconcertantes, sim, para as filosofias modernistas e evolucionistas. Flinders Petrie destaca alguns desses pontos, e iremos considerá-los neste capítulo, juntamente com alguns outros.
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Tudo isso nos ajuda na datação não só do fascinante e indubitavelmente antigo material da Crônica Galesa e da versão de Geoffrey, mas também do material que Nennius nos deixou, e que consideramos no capítulo anterior, e a partir do qual fomos capazes de construir a Tábua das Nações Européias. Fica claro que nada disso pode ser atribuído ao trabalho nefasto de monges cristãos primitivos que estivessem procurando impingir ao mundo uma história inventada, embora piedosa, pois todo o material que consideramos neste capítulo antecede pelo menos um século a chegada da fé cristã aos antigos Bretões, e certamente até um milênioi ou mais. Em outras palavras, a já fastidiosa acusação modernista de fraude piedosa está categoricamente rejeitada. Isto será retomado no capítulo seguinte, que resume o conteúdo tanto de Geoffrey como das Crônicas Galesas, e no Apêndice 7 onde se expõe a genealogia dos primeiros reis bretões. As datas aproximadas de cada rei são dadas também, da maneira como fui capaz de calculá-las a partir das evidências internas contidas na Crônica Galesa e na versão latina de Geoffrey, (31) e de evidências externas derivadas de outras fontes.

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)