CRIACIONISMO

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Adorai Aquele que fez as águas

Artigo publicado pela Revista Adventista de maio de 1998

Roberto César de Azevedo

O futuro nos reserva surpresas significativas


A terceira mensagem angélica começa com uma "grande voz", repetindo Êxodo 20:11: "Adorai Aquele que fez", contida no quarto mandamento. É também o eco do salmista, que relaciona a Natureza com o retorno de Cristo.

Neste artigo, apresentamos uma vista panorâmica de recentes descobertas, como indícios de provas favoráveis ao Criacionismo. Ao mesmo tempo, corremos o risco calculado de apresentar previsões futuras que possam confirmar, de maneira muito mais enfática, um dilúvio universal e apontar para o Criador.

Introdução – Com a efervescência da questão dominical nos Estados Unidos, e da iminente mudança da Constituição norte-americana, a Igreja logo perceberá que o tempo do retorno de Cristo se aproxima velozmente. A mensagem será proclamada então com o máximo poder (Alto Clamor, Chuva Serôdia). Nessa ocasião, tudo será desmascarado (ver O Grande Conflito, pág. 612), inclusive o evolucionismo, que nega o Criador.

Os milhões de fósseis são uma prova inequívoca do dilúvio universal, e uma evidência bíblica do poder de Deus que fez as águas. Os paleontólogos, que estudam os fósseis, são unânimes em destacar que, para serem preservados, os fósseis necessitam de soterramento rápido e grande massa de água. A extinção repentina demonstra que houve uma convulsão em todo o Planeta.

"Nos dias de Noé, homens, animais e árvores, muitas vezes maiores do que os que hoje existem, foram sepultados, e assim conservados, como prova, para as gerações posteriores de que os antediluvianos pereceram por um dilúvio." – Patriarcas e Profetas, pág. 112.

No livro Spiritual Gifts, vol. 3, págs. 92 e 95, a escritora Ellen White acrescenta que "ossos de homens maiores do que os que estão sobre a terra", "instrumentos de guerra", "outros objetos", foram preservados e serão encontrados "como evidência" do Dilúvio. As evidências do dilúvio universal começaram a ser ampliadas a partir da década de 90. Serão uma prova da veracidade bíblica e farão parte da tríplice mensagem angélica, e daqui para o futuro tenderão a se multiplicar.

Onde surgirão as maiores evidências? Deus surpreenderá o mundo, mas há indícios de que essas evidências poderão surgir em alguns lugares.

1. O mar, as altas cordilheiras e montanhas. Durante e após o Dilúvio, a Terra entrou em convulsão. Podemos imaginar que os movimentos tectônicos da crosta terrestre modificaram a situação anterior. As cordilheiras, formadas pelo dobramento das placas tectônicas, são locais em que há grande possibilidade de encontrar fósseis. Pode ser que no lado oposto do que hoje é o mar, as cordilheiras formadas pelas dobras da placa tectônica apresentem grande quantidade de fósseis.

Apesar das circunstâncias especiais do soterramento dos seres humanos (e este possa ser um ponto débil do Criacionismo, pois os fósseis humanos descobertos até agora são pós-diluvianos), cremos que no futuro serão encontrados fósseis humanos gigantes, antediluvianos, e isso destruirá a evolução.

Apesar da postura de alguns cépticos adventistas, outra grande surpresa poderá ser a descoberta da arca de Noé, a qual "estaria isenta de apodrecimento durante centenas de anos" (Patriarcas e Profetas, pág. 95). Não falamos de pedaços de madeira, mas a própria, com análise minuciosa de seu interior, revelando ao mundo o maior descobrimento arqueológico do Planeta, com uma tecnologia surpreendente. O Ararat poderá surpreender. Além disso, será interessante observar as pesquisas arqueológicas na região, até 500 quilômetros do Ararat, que é o berço de toda a humanidade pós-diluviana: Armênia, Turquia, Síria, Geórgia, Iraque, Irã.

2. Regiões e montanhas cobertas de gelo (água). Nos últimos 50 anos, o aumento da temperatura da Terra foi de 2,5ºC, e o ano passado foi o mais quente desde 1861, provocando derretimento do gelo, e isso facilita a pesquisa em lugares como: Pólo Norte, Pólo Sul, Alasca, Groenlândia, Canadá, Sibéria e extremo sul da Argentina e Chile. Assim, nos quatro últimos anos estão sendo encontrados centenas de ossos e restos fósseis de dinossauros e outros animais nas regiões polares.

No futuro, a descoberta de fósseis vai aumentar muito, incluindo fósseis humanos antediluvianos nas atuais regiões "desoladas" do gelo, em boas condições de preservação.

3. Carvão fóssil e vegetais fósseis. "Nesse tempo imensas florestas foram sepultadas. Estas foram depois transformadas em carvão, formando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo." – Patriarcas e Profetas, pág. 108.

Os evolucionistas encontram grande dificuldade para explicar adequadamente a evolução vegetal, no chamado Período Carbonífero, no qual há milhões de toneladas de fósseis vegetais. Só os cegos não percebem a evidência de destruição repentina. Além disso, seria "impossível" encontrar fósseis humanos nesses depósitos, pois eles só teriam surgido 320 milhões de anos depois, segundo a evolução.

Começam a ser encontrados animais que "não poderiam" estar junto com esses vegetais, pois teriam surgido entre 100 e 200 milhões de anos depois, conforme deseja a evolução.

Nessas massas de vegetais fósseis, surgirão grandes surpresas que poderão colocar a evolução numa situação difícil, tais como seres humanos completos, objetos e artefatos produzidos por antediluvianos, o que seria "impossível" no esquema evolucionista.

4. Âmbar. Outra fonte impressionante de informações fósseis são os dados extraídos do âmbar. Essas resinas vegetais, a maioria de coníferas, englobam algas, amebas, protozoários, rotíferos, sementes, grãos de pólen, pseudo-escorpionídeos, rãs, lagartixas, insetos, pequenos animais que ficaram muito bem preservados, etc.

Para os evolucionistas, os depósitos de âmbar fossilíferos devem ter de 20 a 90 milhões de anos, mas descobertas recentes estão reduzindo essas datas em milhares de anos.

Em 1994, vespas de figo (20 milhões de anos?), preservadas em âmbar, mostraram que carregavam os mesmos parasitas que hoje infestam as mesmas vespas. Portanto, o período tem que ser menor. Em 1995, o microbiologista Raúl Cano extraiu bactérias do abdômen de abelhas semelhantes às encontradas hoje. Em 1996, em New Jersey, EUA, foi encontrado um verdadeiro tesouro fóssil. Uma peça de âmbar de 40 kg contendo 100 espécies de fósseis desconhecidas de insetos e plantas, incluindo um pequeno ramo de flores, o mais antigo mosquito fossilizado, a mais antiga abelha, e até uma pena de pássaro.

Outra descoberta intrigante, ocorrida na República Dominicana, foi o fato de terem encontrado pela primeira vez em âmbar, um osso de mamífero tão bem preservado que ainda havia pedaços de tecidos presos à coluna vertebral, e costelas de um pequeno animal que teria sido regurgitado por outro animal.

A análise do material coletado em âmbar dará detalhes impressionantes sobre esses insetos e outros animais, muitos dos quais semelhantes às espécies atuais, colocando em dúvida a idade presumida.

E se, de repente, encontrarem evidências de artefatos humanos ou indícios de atuação humana preservados no âmbar?

5. Desertos. Outra significativa fonte de informações está vindo dos desertos. Os animais mortos foram fossilizados e se depositaram. O clima se tornou inóspito logo após o Dilúvio, formando os desertos, e os ossos acabaram preservados pelo clima desértico. No deserto do Saara (Níger), em 1994, foram conseguidas seis toneladas de ossos de dinossauros.

No deserto de Gobi, na Mongólia, foram conseguidos cinco mil ovos de dinossauros, com centenas de esqueletos fossilizados. Havia crânios de mais de 400 mamíferos e lagartos.

No Saara marroquino, em Kem Kem, Paul Sereno, da Universidade de Chicago, encontrou dezenas de fósseis de animais e dinossauros gigantes, em 1996.

Recentemente (O Estado de S. Paulo, 26-4-97), uma equipe internacional de paleontólogos encontrou, na região nordeste da China, um dos maiores depósitos fossilíferos, com dinossauros, cujos órgãos internos estão preservados, incluindo parte de um mamífero ingerido pouco antes, bem como um oviduto, contendo um ovo.

Também foram encontrados 200 pássaros fósseis (Confucius ornis) e inúmeras espécies de mamíferos, insetos e plantas.

Os cientistas supõem uma "breve e letal catástrofe". Talvez uma gigantesca erupção vulcânica "tenha matado e soterrado tudo o que havia".

Novas descobertas ocorrerão nos desertos, sendo possível também encontrar homens gigantes com esses animais.

6. Descobertas de "fósseis vivos". Um fóssil vivo é um animal ou vegetal que só era conhecido como fóssil e que repentinamente descobriram que existia vivo e se reproduzindo em algum lugar do mundo com as mesmas características do fóssil. Portanto, não "evoluiu", e a idade tem que ser reduzida em milhares de anos .

O Celacanto, fóssil de peixe "redescoberto" em 1938, com 1,5 m de comprimento, trouxe das profundezas da água um fóssil que, segundo os cientistas evolucionistas, teria 400 milhões de anos. Ele foi encontrado vivo, perto das Ilhas Comores, no Oceano Índico. Em 1976, foi descoberto um crustáceo "Neoglyphea inopinata", que se julgava extinto havia 100 milhões de anos. Foi encontrado nas Filipinas.

Em 1994, foi encontrada na Austrália uma espécie de pinheiro pré-histórico, no Parque Nacional de Wollemi, extinta durante o jurássico e cretáceo, que teria entre 140 e 195 milhões de anos, uma árvore de 40 metros de altura. Foram identificados 42 pés dessas árvores.

Até no Brasil, um cientista norte-americano, David Owen, da Universidade de Harvard, tenta encontrar no Acre uma preguiça gigante (Mapinguari), que teria quase dois metros de altura, e que só existe na forma fossilizada.

No futuro, novos fósseis vivos poderão ser encontrados de diferentes espécies, como por exemplo, paleo-fósseis marinhos, à medida que se estudem as profundidades abissais, colocando a evolução numa posição cada vez mais difícil.

7. Recuperação do material genético de fósseis. O ácido desoxirribonucléico (DNA) faz parte do material genético de cada ser vivo, e é extremamente volátil. Por isso, a possibilidade de obter o DNA de um fóssil é extremamente difícil. Como a evolução imagina que os fósseis têm milhares e até milhões de anos, a possibilidade de encontrar DNA em fósseis é nula.

Como a idade da múmia egípcia era plenamente conhecida, com idade de Carbono 14 de 2.430 anos, é possível definir um "relógio biológico", comparando-se o DNA recuperável, com o tempo.

Como foi recuperado 5%, significa que se encontramos esta quantidade de DNA, a múmia ou outro fóssil humano deveria ter aproximadamente 2.430 anos.

É uma correlação TEMPO com DNA recuperável. E a idade é extremamente baixa.

Assim sendo, só é possível admitir DNA fóssil recuperável em animais. Por exemplo, com um IDADE extremamente RECENTE, e não de milhões de anos.

Como observamos, vamos reduzindo à metade do DNA, a cada 562 anos.

Relógio Biológico

ANOS % DNA ANOS % DNA
562 50% 2.810 3,12%
1.224 25% 3.372 1,56%
1.686 12,5% 3.934 0,78%
2.248 6,25% 4.496 0,39%

Fonte: Brown, Robert H. – Pan Fresco. Fosiles Antíguos Ciencia de los Origenes (janeiro – agosto/1995 – números 40 e 41, pág. 7, publicado pelo Geoscience Research Institute, EUA, 1995

Em agosto de 1994, foram recuperadas quantidades razoáveis de DNA de quatro mamutes siberianos. Portanto, eles viveram mais recentemente do que se imaginava. Na China, foi extraído DNA de ossos de dinossauros que teriam 70 milhões de anos. Os cientistas serão obrigados a reduzir a idade do fóssil.

Foi recuperado também o DNA de magnólia fóssil, que teria de 17 a 20 milhões de anos. A descoberta reduziu a idade para perto de 10 mil anos, ou muito menos.

O mesmo ocorreu com a descoberta de material genético de graptólitos, pequenos organismos coloniais marinhos, que teriam 400 milhões de anos, e deverão ter sua idade reduzida.

Outra incrível recuperação de material genético fóssil foi conseguida por biólogos da Califórnia, de um cupim fóssil que teria 125 milhões de anos.

Em junho de 1997, foram recuperados elementos de sangue de Tiranossauro Rex, enterrados em condições que impediram seus ovos de serem convertidos em minerais (fossilização). Isto significa que os dinossauros são recentes, e não têm milhões de anos.

Cada vez mais será possível analisar material genético fóssil que guardará similaridade com o equivalente ser vivo atual e diminuirá drasticamente a idade de milhões de anos atribuída pela evolução.

Conclusão – A partir de dezembro de 1990 (voto DSA 90-693), foi criado, na Divisão Sul- Americana, o Instituto de Investigações em Geociências, junto à nossa Universidade na Argentina, e estamos acelerando a realização de congressos e encontros criacionistas. Em janeiro de 1999 foi realizado mais um encontro no IAE-SP.

Em nível de associações e campos, estamos promovendo o estabelecimento de minicentros criacionistas em cada colégio, e concitamos a todos a participar deste processo.

Outra grande vitória foi a impressão, no ano passado, de todos os livros de Ciências e de Geografia para as oito séries do Fundamental, graças ao esforço realizado pelos autores e pela Casa Publicadora Brasileira.

Brevemente, a pedido do Departamento de Educação da Divisão Sul-Americana, a Casa estará lançando um livro sobre Criacionismo, escrito pelo Dr. Ariel Roth.

Em Apocalipse 14:6-2, está a tríplice mensagem angélica. Neste mundo ateu e evolucionista, nós, membros desta Igreja e os alunos de nossas escolas e colégios, devemos ser cuidadosamente orientados a honrar o nosso Criador e a adorar Aquele que fez as águas.

Roberto César de Azevedo, educador, biólogo (USP), é diretor
de Educação da Divisão Sul-Americana


Obras consultadas

  1. Revista Ciência Hoje, editada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Rio de Janeiro (Revisão dos exemplares dos últimos 10 anos: 1986-1997).
  2. Revista Folha Criacionista, editada pela Sociedade Criacionista Brasileira, Brasília, DF (Revisão de todos os exemplares, de 1972-1997).
  3. Revista Ciencia de los Origenes, editada pelo Geoscience Research Institute, EUA (Revisão de todos os exemplares: 1982-1997).
  4. Revista Origins, editada pelo Geoscience Research Institute, EUA (Revisão dos exemplares: 1990-1996).
  5. Jornal O Estado de S. Paulo (Revisão dos artigos e notas científicas de 1985-1998).
  6. Jornal Gazeta Mercantil (Revisão dos artigos e notas científicas de 1985-1998).
  7. Anais do 1º e 2º Encontro de Criacionistas, Instituto Adventista de Ensino, São Paulo, Brasil, 1992-1996.
  8. Los Origenes, compilación de exposiciones y ponencias – Primeras Jornadas Iberoamericanas de Creacionismo, UAP, Argentina, 1997.
  9. Coffin, Harold G. Creation – Accident or Design (Review and Herald Publishing Association, EUA, 1969).
  10. Gentry, Robert V. Creation’s Stiny Mystery (Earth Science Associates, EUA, 1988).
  11. Webster, Clyde L. The Earth – Origins and Early History (General Conference of SDA, EUA, 1978).
  12. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia – Gênesis a Deuteronômio (Pacific Press, EUA, 1978).
  13. Pellante, Chris. Rocks, Minerals and Fossils of the World (Little Brown and Company, Canadá, 1990).
  14. Dixon, Dougal, Bernor, Raymond L. The Practical Geologist – A Fireside Book (Simon e Shuster, EUA, 1992).
  15. Bus Bey III, Arthur B. et al. Rocks and Fossils (Time Life Books, Austrália, 1996).
  16. David Ward e Cyril Waker. Fossils (Dorling Kinderslay, Inc, New York, EUA, 1992).
  17. Thompson, Ida – National Audubon Society. Field Guide to North American Fossils (Alfred A. Knopf, Inc. EUA, 1995).
  18. Poinar, George, Roberta Poinar. The Quest for Life in Amber (Helix Books, Addison – Wesley Publishing Company, EUA, 1994).

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