Estudo 1 - Índice Comentários - Comentários Prof. Roberto Azevedo
| Lição 1 - Deus, O Criador |
Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira
1 Observação sobre a Introdução Geral da Lição do Trimestre
Dizer que "a doutrina da criação é fundamental para as crenças adventistas do sétimo dia" pode dar uma idéia errada a respeito da relação entre causa e efeito, sugerindo que uma doutrina deve ou pode ter sido forjada para justificar nossa crença! Aliás, as crenças das mais variadas denominações cristãs, por mais díspares que sejam, exatamente por serem cristãs não podem prescindir da sua fundamentação na revelação bíblica sobre a Criação, pois, sem o relato da Criação, e subseqüentemente da queda, perder-se-ia o significado de todo o pano de fundo do grandioso Plano da Salvação, cujo centro é Cristo, o "Cordeiro morto desde a fundação do mundo". Mais correto é, portanto, dizer que "As crenças adventistas do sétimo dia fundamentam-se na revelação bíblica sobre a Criação!"
"Teoria geral da evolução" não é uma expressão que reflete o que aparentemente se deseja a generalidade das teorias da evolução. Na realidade, a Teoria da Evolução é algo extremamente geral e abrangente, envolvendo não só a evolução biológica (a origem das espécies, e particularmente do ser humano com todas as suas nuances, desde o Lamarckismo, o Darwinismo, e o Neo-Darwinismo, até as teorias mais modernas que procuram uma "síntese", ou ainda, um "equilíbrio pontuado"), mas também a evolução cosmológica do Universo (com a teoria do Big Bang), a evolução geológica da Terra (com o Uniformismo de Hutton e Lyell), a evolução antropológica do ser humano (com as fantasiosas concepções dos variados tipos de "hominídeos", "antropóides", e "pitecantropos" (seres simiescos com tendenciosas feições "humanóides), a evolução sociológica dos povos (expandindo o conceito da evolução biológica em direção a um "spencerismo social", ou "darwinismo social", tentando justificar os regimes totalitários e os inomináveis atos de crueldade praticados em nome de uma suposta "eugenia racial científica"), e chegando até à evolução anímica (expressa nas teorias de reencarnações sucessivas, transmigrações da "alma", e metempsicoses. E para todos esses campos de abrangência da "doutrina da evolução" (aqui a palavra doutrina cabe muito bem, como algo fundamental para as crenças que eliminam a Deus dos seus horizontes!) acabam sendo supostos intervalos de tempo da ordem de milhões e bilhões de anos, necessários, na realidade, para tornar impossível a comprovação verdadeiramente científica das asserções trazidas como fundamento para tais crenças.
Neste embate entre duas posições que se situam em extremidades opostas nas estruturas conceituais em busca da origem das coisas, deve-se ter a cautela de não depreciar esforços sinceros despendidos por pesquisadores de ambas as correntes, em busca da verdade tanto a verdade "científica" quanto a "teológica". Admitindo que ambas as verdades devam expressar a mesma realidade, e que a "verdade teológica" derive de uma revelação divina, será impossível uma contradição entre ambas. Na verdade, sempre que surgirem aparentes contradições entre elas, isso deverá constituir um motivo impelente para que se aprofunde com mais afinco o estudo das razões apresentadas pelos dois lados em discordância, até que se encontrem justificativas plausíveis para se rejeitarem as posturas destituídas de qualquer base sólida.
2 Deus, o Criador
2.1 "No princípio criou Deus ..." (Gênesis 1:1)
Nesta lição, deixemos de lado outros aspectos envolvidos nesta declaração do primeiro versículo da Bíblia, e focalizemos nossa atenção somente no verbo "criar".
Na língua portuguesa, criar provém do verbo latino creo, creas, creavi, creatum, creare, criar, que, no texto bíblico considerado, está conjugado na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo criou. O verbo latino tem o sentido mais extenso de gerar, procriar, produzir, causar, ocasionar. São derivados da mesma raiz do verbo latino os substantivos creator, creatoris, criador, autor, pai, e creatio, creationis, criação. O verbo creare pertence à mesma família que o verbo crescere, crescer, e provêem ambos da raiz sânscrita kar, fazer, que se encontra também em numerosas outras palavras, das quais podem ser destacadas as seguintes três: Ceres, cerebrum, e cerimonia.
Ceres é a divindade romana das searas, "Ceres", que, conforme a mitologia, ensinou ao homem a agricultura. (Cerealia são os cereais e todas as plantas que dão alimento ao ser humano. Em particular, cerealis é o adjetivo "relativo ao trigo, ao pão, ao cereal").
Cerebrum, "cérebro", é palavra derivada de ceres-rum, onde ceres tem a acepção de "cabeça".
Finalmente, cerimonia, "cerimônia", "rito solene", provém de cerus, do antigo Latim, significando "Deus". Tanto Ceres, quanto cerus provêem da antiga palavra latina cersus.
"Criar", portanto, no contexto de Gênesis 1:1, é um ato solene, uma cerimônia, que tem sua origem na concepção mental (na cabeça, ou cérebro) de um Deus Criador que causa, ocasiona, gera, produz uma obra criada, com excepcional criatividade, a qual pode ser ilustrada de maneira impressionante, por exemplo, através do nascimento e crescimento dos cereais que virão ainda a ser criados dentro de um esquema de "complexidade irredutível", onde se verifica a interdependência de todas as partes integrantes da Criação.
A Criação aponta também para a Redenção, outro ato solene do mesmo onipotente Criador (que, em Seu infinito amor, também opera a regeneração, ou a nova criação, tanto do ser humano quanto de todas as coisas que haviam sido afetadas pelo pecado), e que também teve origem na concepção mental divina, sendo ilustrada nos Evangelhos com a figura do grão de cereal que tem de morrer para que possa produzir vida, e vida em abundância!
2.2 A Shema (Deuteronômio 6:4) e outras confissões de fé
Além da Shema, no contexto desta nossa lição não se poderia deixar de fazer menção também ao "Credo Apostólico", ou à sua versão semelhante, o "Credo de Nicéia" (assim chamado por ter sido formulado por ocasião do Primeiro Concílio Ecumênico conforme considerado pelos historiadores no ano 325 da era cristã), e cujas palavras iniciais destacam a crença em um Deus Criador: "Creio em Deus, o Pai todo-poderoso, Criador dos céus e da terra. E em Jesus Cristo, Seu Filho unigênito e nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, sofreu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu ao inferno. Ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos. Subiu ao Céu e assenta-Se à mão direita de Deus Pai, todo-poderoso. Dali virá para julgar a vivos e mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Universal, na comunhão dos santos, no perdão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém."
2.3 "No princípio era o Verbo ..." (S. João 1:1-3)
A relação entre a Divindade e a Criação pode ficar esclarecida no texto seguinte:
"Cristo efetuou a obra da criação na qualidade de Verbo (ou Logos) de Deus". Em Apocalipse 19:13 essa expressão foi traduzida por Palavra de Deus. ... Logos, segundo a definição do filósofo judeu do primeiro século, Filo de Alexandria, não só compreende a palavra como expressão do pensamento (ho prophorikos logos), mas ainda a própria concepção mental, a idéia que ele simboliza (ho endiathetos logos). Por outras palavras, Cristo representa Ele próprio o pensamento de Deus, e como tal o traduz, dá-lhe forma e o executa. ... Transparece dessa passagem (Provérbios 8:22-31) a legítima relação em que com o Supremo Arquiteto do Universo está o Logos, ou o "Verbo de Deus". É ela de algum modo comparável à que existe entre um arquiteto, que concebe o plano de uma obra, e o artista incumbido de sua execução, que apanha a idéia, o pensamento daquele, e a traduz por obra, a concretiza, convertendo-a num fato real. Apenas vai desse símile ao objeto comparado uma enorme distância. É por isso que Cristo, como o Logos de Deus, é não somente o artista no sentido restrito que nós o compreendemos , isto é, como simples executor inteligente do pensamento do arquiteto, mas a própria Sabedoria de Deus. Ele está intimamente identificado com o pensamento de Deus, de modo a consubstanciar esse pensamento, e poder assim, na verdade, ser considerado o Logos de Deus a palavra viva, o pensamento de Deus vivo, a virtude e a sabedoria de Deus. Essa qualidade que O habilita a agir como mediatário do Deus invisível e incompreensível para nós, não só em relação às Suas obras, como ainda em todas e quaisquer relações com o Seu grande Universo. ...
"Qualquer produção humana, seja ela material ou intelectual, é, em princípio, a concretização de uma concepção mental, a revelação de um logos mais ou menos admirável, que precedeu e presidiu a sua fatura, e jamais passaria pela mente de alguém considerá-la como uma mera obra do acaso. Da mesma forma, as prodigiosas obras da Criação proclamam alta e irrecusavelmente a existência de um logos, mas de um logos infinitamente superior, e incomparavelmente mais original, mais sábio e mais poderoso, que é o Logos de Deus. É assim que a Criação proclama e exalta aos nossos olhos o Verbo de Deus, que é o Filho de Deus, como Seu autor imediato. E, por Ele, exalta ao Altíssimo, ao Pai, como o Supremo Arquiteto, do qual Cristo é o Logos, quer dizer, encarnador e executor do Seu pensamento. Torna-se evidente daí que o Pai e o Filho, Deus e o Logos, o Arquiteto e o Artista, compartilham a glória de Sua portentosa obra, a qual honra e exalta a ambos igualmente, não podendo ninguém, que aplicar sinceramente sua inteligência sem idéias preconcebidas a entender o que essas obras segredam aos nossos sentidos e à nossa mente, deixar de reconhecer nelas esse Logos sublime, que presidiu à sua gênese. Atentando nesse infinito Poder e tributando-Lhe o culto a Ele devido, honrará tanto ao Filho como ao Pai, tanto a Este como Àquele, e pela fé nesse Logos, o Filho de Deus, o Mediador de Deus, do Seu poder e do Seu caráter, em todas as suas manifestações, poderá experimentar em si a virtude desse poder criador que é também o poder redentor para regeneração de toda a alma que a Ele se abraçar com fé. Daí a inexcusabilidade de quem quer que seja, como o atesta o grande apóstolo dos gentios, em ignorar e desconhecer o meio único de sua salvação, proclamado tanto pelas obras da Criação como pelo Evangelho, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê."
3 O natural e o sobrenatural
A chamada "Ciência Natural" tem como objetivo, conforme se concebe modernamente, o conhecimento organizado da verdade sobre o objeto de seu estudo em síntese, a natureza. Entretanto, nem sempre essa verdade que se busca é plenamente atingível. A observação, a experimentação e o próprio método, que são os componentes essenciais para a investigação científica, estão sujeitos a inúmeras limitações. Aquilo que está acima das possibilidades do estudo científico, ou seja, acima da Ciência Natural, só nos é acessível mediante revelação divina, situando-se, portanto, na esfera do sobrenatural. Como o "natural" e o "sobrenatural" provêem da mesma fonte Deus, o Criador não poderá existir divergência, incompatibilidade ou antagonismo entre ambos! Aparentes inconsistências entre nossa visão do natural e do sobrenatural deveriam servir para nos incentivar a cavar mais fundo para conseguirmos obter a visão correta e harmônica dessas duas esferas.
Reportando-nos ao princípio, lemos em Gênesis 1:26 e 28 que o homem deveria "ter domínio" e "sujeitar" a terra, podendo-se entender que aí estivesse incluída a ordem e a autoridade concedida para desvendar os segredos do mundo criado por Deus, tanto nos seus aspectos físicos, químicos, como biológicos em síntese, para iniciar a maravilhosa caminhada através dos meandros daquilo que se convencionou modernamente chamar de "Ciência Natural".
Essa caminhada deveria proporcionar ao homem pelo menos três importantes resultados:
Por outro lado, a Ciência Natural não deveria arvorar-se em autoridade para ditar normas sobre aspectos situados além dos limites humanos, na esfera do sobrenatural. Nessa esfera, a Ciência Natural ou melhor, os cientistas deveriam manter-se em uma atitude de humildade perante o que não se pode conhecer, aceitando a sua própria limitação e sua falibilidade intrínseca, além das limitações inerentes à sua observação dos fenômenos, à experimentação e ao próprio método científico.
No campo da investigação sobre as origens, especialmente, que se situa na fronteira entre o natural e o sobrenatural, acontece freqüentemente que afirmações precipitadas como "está cientificamente comprovado" têm sido corrigidas por pesquisadores mais sensatos que compreenderam a natureza especulativa das afirmações, detectaram erros inconscientemente cometidos, ou até mesmo má-fé e fraude. Apenas a título ilustrativo, nos dias de Ernst Haeckel (1834-1919), e ainda até hoje, a sua teoria da chamada "Lei Biogenética" era tida e havida como comprovação incontrovertida da evolução. Apenas alguns decênios se passaram, e apesar dos resquícios dessa chamada Lei ainda serem encontrados nos livros didáticos, renomados biólogos, como Adolf Portmann (1897-1983) referem-se a ela hoje com palavras de advertência: "Devemos estar alertados para o fato de que essas opiniões surgem disfarçadas de verdades científicas, mas na realidade são resultantes de uma crença pessoal."
4 Deus, o Relojoeiro
No final dos anos 1700, William Paley publicou um livro extremamente bem recebido, intitulado Teologia Natural, cuja tese era que a enorme complexidade do corpo humano aponta para a realidade da existência de um Criador. Seu raciocínio era que, se uma pessoa encontrasse um sofisticado relógio na beira da estrada, saberia que se tratava de um instrumento projetado por um construtor inteligente, e que esse objeto poderia ser facilmente distinguido de outros nos quais não existisse um planejamento humano, como uma pedra, por exemplo. A analogia é também extremamente apropriada para o próprio planeta Terra e para o Universo visível que, na realidade, constituem mecanismos de precisão projetados de maneira muito mais complexa do que o mais finamente elaborado relógio.
A analogia de William Paley mais recentemente foi desafiada por Richard Dawkins, que em seu livro "O Relojoeiro Cego" desenvolve um raciocínio crítico, inverso, procurando mostrar que, se Paley tivesse ido mais além, chegaria a uma argumentação inteiramente favorável às teses darwinistas da evolução daí o título de seu livro, que defende a operação de um acaso cego. A leitura atenta desse livro permite concluir como é que as estruturas conceituais previamente aceitas induzem o raciocínio a uma ou outra direção, conforme a concepção adotada a priori.
O que deveria ficar mais claro na analogia de Paley é que o relógio é algo inanimado, cuja "corda", independentemente de um cuidado permanente do relojoeiro que o construiu, o impulsiona de uma forma determinística e inexorável até que se esgote toda a energia inicialmente nela introduzida. E que, por outro lado, no caso de seres animados, deve haver uma contínua alimentação do seu complexo sistema biológico, uma intervenção permanente, para proporcionar a vida. Se assim não fosse, não haveria diferença fundamental, visivelmente observável, entre uma porção de "pó da terra" e um ser vivo! A manutenção da vida, bem como a manutenção de todas as leis físicas, químicas e biológicas, tanto em nosso planeta quanto em todo o Universo, depende do contínuo exercício da vontade do Criador.
No caso do ser humano, além das leis naturais (evidenciadas na física, na química e na biologia) devem-se ter em conta os componentes psicológicos e espirituais, que apontam ainda mais diretamente ao ato criativo de Deus, formando o homem à Sua imagem e semelhança, com raciocínio, inteligência, capacidade de decisão, disposição para amar e servir, podendo produzir o "fruto do Espírito", conforme destacado pelo apóstolo Paulo.
5 Deus, o Esteta
Todas as obras criadas por Deus são dotadas ainda da perfeição estética, o que levou Platão, embora distante da revelação dada a Abraão, e da herança hebraica, a exclamar que "Deus é um Geômetra"!
Séculos mais tarde, na mesma Atenas de Platão, no confuso ambiente politeísta de então, devido a séculos de separação da verdadeira fonte da verdade, os filósofos, em busca da verdade, haviam chegado mediante seus próprios esforços a perceber que deveria existir um Deus que para eles ainda era desconhecido. Para eles, o apóstolo Paulo teve a oportunidade de pregar a respeito desse Deus, "que fez o mundo e tudo o que nele existe", com beleza e estética inexcedíveis, e que "a todos dá vida, respiração e tudo mais", que "de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da Terra", e cuja mensagem de amor e misericórdia agora estava ali sendo pregada.
Apesar da degradação introduzida pela intromissão do pecado, vislumbramos ainda hoje na natureza traços inequívocos da beleza e perfeição originais, que levaram o Criador a manifestar, no sexto dia de Sua obra criadora, que "tudo era muito bom"!
A própria ciência moderna, estudando os intercâmbios de energia processados nas transformações físicas, químicas e biológicas, em toda a amplidão dos fenômenos observados nas mais diversas atividades científicas, concluiu existir uma Lei, ou Princípio, que aponta para um sentido geral nas transformações que podem ser observadas e mensuradas. Esse sentido é o do desordenamento, da degradação, da degeneração dos sistemas, sejam eles físicos, químicos, ou biológicos. Dado o seu relacionamento com o intercâmbio de energia, foi ele estudado inicialmente no âmbito da Termodinâmica, pelo que recebeu a denominação de "Segundo Princípio da Termodinâmica", ou o Princípio da Entropização dos sistemas termodinâmicos. Curiosamente, o "Primeiro Princípio da Termodinâmica" é uma lei conservativa, que, por sua vez, aponta para um Criador onipotente que criou um Universo onde tudo se transforma, e no qual só mediante Sua Palavra tanto a matéria quanto a energia podem ser criadas ou destruídas.
BIBLIOGRAFIA
1 E. H. Andrews, W. Gitt, W. J. Ouweneel, Concepts in Creationism, cap. 1, "The Biblical Teaching Concerning Creation", Evangelical Press, England, 1986.
2 Richard Dawkins, O Relojoeiro Cego, cap. 1, Edições 70, Lisboa, 1986.
3 Guilherme Stein Jr., O Sábado, cap. 3, 2ª ed., Sociedade Criacionista Brasileira, Brasília, 1995.
4 Ruy C. C. Vieira, A Esfericidade da Terra, Sociedade Criacionista Brasileira, Brasília, s/d.
5 Idem, O Relato da Criação nas Edições Católicas da Bíblia, diversos verbetes, Sociedade Criacionista Brasileira, Brasília, 1999.
6 Diversos, Folha Criacionista, nºs 56, 58 e 59, Sociedade Criacionista Brasileira, Brasília,1998.
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