Auxiliar e Comentários Adicionais |
ESBOÇO |
Texto-chave: Apocalipse 21:1 e 2
Objetivos:
1. Examinar os planos que Deus tem para o futuro.
2. Descobrir a natureza do Novo Céu e da Nova Terra.
3. Explorar o significado da restauração.
Esboço:
I. Os planos de Deus para o futuro são de um intenso relacionamento com a humanidade (Apoc. 22:1 e 2).
A. As descrições do Céu não são comuns na Bíblia, e sua maravilhosa realidade física e espiritual não pode ser descrita adequadamente.
B. Entretanto, o importante do Céu são os relacionamentos.
C. Ser reunidos com o Criador é o sentido real dos planos divinos para o futuro.
II. A natureza do Novo Céu e da Nova Terra (Apoc. 21 e 22).
A. A descrição bíblica do Céu é deslumbrante e algumas vezes simbólica.
B. A corrupção e a violência não terão lugar no Novo Céu e na Nova Terra.
C. A ênfase está na restauração da intimidade com Deus e com a natureza, e não em riquezas materiais.
III. A restauração requer um retorno ao original (Gên. 2 e 3; Apoc. 21 e 22).
A. O Gênesis dá algumas sugestões de quais eram os planos originais.
B. Jesus sugeriu que pouco foi revelado acerca de como será realmente a nova Terra.
C. O Apocalipse dá algumas sugestões acerca do que será o Novo Céu e a Nova Terra.
Sumário:
O começo e o fim da Bíblia estão intimamente relacionados. Isso torna muito desagradáveis as opiniões da ciência secular aos jovens que estão tentando iniciar-se nesta vida. Deus tem um plano geral para o Universo. Para a Terra, o plano centraliza-se em resolver o problema do pecado, que se manifesta em corrupção e violência. Uma vez que esse problema esteja resolvido para sempre, com todas as suas implicações, a vida continuará como Deus havia planejado originalmente. O plano inclui paz e cooperação, relacionamento e amizade, crescimento e compreensão. As descrições bíblicas, tais como as ruas de ouro e portas de pérolas, são dadas simplesmente para que tenhamos uma idéia do valor daquela vida.
Comentários
O evangelho não seria completo sem a restauração da ordem original e da perfeita paz, beleza e felicidade que Deus formou na Criação. Sua promessa de alegria futura resume o plano de redenção. Embora a Bíblia nos dê muitos vislumbres das maravilhas do mundo por vir, nossa mente hoje não pode alcançar o eterno peso de glória, acima de toda comparação, que Deus preparou para aqueles que O amam.
I. Antecipando o Novo Mundo
Não é egoísmo, mas é saudável meditar nos privilégios e alegrias que aguardam os remidos. Deus descreveu na Bíblia o máximo que nossa mente pode alcançar acerca da glória futura. Ele quer que estejamos no Céu, e pagou um preço elevadíssimo para assegurar nossa entrada ali. E usa os termos mais cativantes para nos convidar a tornar-nos cidadãos daquele reino pelo poder transformador do evangelho. Quão importante é, então, que asseguremos nosso chamado e eleição, recebendo a Cristo como nosso Salvador e Senhor. (Ver Mat. 22:1-4; 25:1-13; II Ped. 1:2-12; I João 3:1-3; 4:15-20)
II. Natureza Restaurada
Quando Cristo criar a nova Terra, a natureza será restaurada a seu estado original de perfeição imaculada. Não haverá mais espinhos ou cardos infestando o solo, não haverá ar ou água poluídos, não mais geadas, pragas nas plantas ou convulsões da natureza, nem répteis ou insetos peçonhentos, nem feras predatórias a macular a beleza e bem-aventurança do novo mundo.
Nenhuma criatura será caçada para a subsistência de outra, pois não haverá mais morte (I Cor. 15:26; Apoc. 21:4). A batalha pela sobrevivência cessará, e todas as criaturas, mesmo as mais humildes e fracas, estarão a salvo. A rivalidade e o conflito no reino animal já não mais existirão, pois Deus renovará a natureza de tal forma que todas as criaturas viverão em alegre harmonia e mútua afeição (Isa. 11:6-8; 65:25). A bandeira do amor e da justiça de Deus estará sobre todas as obras de Suas mãos.
III. A Humanidade Restaurada
O evangelho reconstrói e restaura o caráter humano da ruína em que caiu. Pelo poder redentor do sangue de Cristo, e o poder regenerativo de Sua palavra, os crentes serão recriados à Sua imagem (Rom. 8:29; I João 2:5 e 6). Quando Cristo voltar, Seu povo, com caráter transformado, receberá então corpo transfigurado, à semelhança do corpo ressuscitado de Jesus (Filip. 3:20 e 21; I Cor. 15:51-55). Nessa condição glorificada, seremos capazes de desfrutar a comunhão face a face com Deus. Nossos sentidos serão ampliados ao máximo, para bebermos eternamente mais e mais das dimensões ilimitadas da glória de Deus, sem possibilidade de degradação. O despertar da imortalidade e a perfeita saúde cobrirão todo o nosso ser com vitalidade celestial e serena alegria. Nenhum fio de culpa, insegurança ou dúvida lançará sombras sobre nossa perfeita paz. A restauração será completa pelo poder da expiação de Cristo, e toda aflição e angústia chegarão ao fim (Naum 1:9). O pecado e os pecadores terão sido eternamente erradicados, abrindo o caminho para que Deus abençoe sem interferências ou restrições.
ESTUDO INDUTIVO DA BÍBLIA |
Textos: Mat. 5:12; Atos 8:9-24; Efés. 4:11-13
1. Costumamos associar o maravilhoso dom da graça de Deus com o dom de Seu Filho, e o dom da salvação que aceitamos a fim de sermos salvos do pecado e da morte. Nosso lar celestial é parte do dom? Por que Jesus o chama de uma recompensa?
2. Simão, o Mágico, tentou comprar com dinheiro a habilidade dada aos apóstolos pela presença do Espírito Santo. Pedro o repreendeu por seus motivos egoístas. Como podemos estar certos de que não temos motivos egoístas perante nossa recompensa celeste? As pessoas que se dedicaram a servir a Deus e renunciar ao eu devem temer que seus motivos com relação ao Céu sejam egoístas?
3. O Céu não será apenas um refúgio de vida selvagem, mas uma realidade completamente diferente do que jamais experimentamos. Que desafios darão sentido e realização à nossa vida?
4. A lição nos lembra que Jesus dá muitas idéias das atrações do Céu. Podemos ser tentados a indagar por que devemos esperar tanto pela nossa recompensa. Temos a impressão de que estamos esperando demais porque não estamos ocupados atendendo à comissão evangélica?
5. Ellen White diz que conheceremos nossos amigos e que sua identidade será perfeitamente preservada (O Desejado de Todas as Nações, pág. 804). Conclui-se que manteremos nossa identidade como somos aqui. O que você acha de pensar que nossa identidade nunca mudará? Se Deus fez você dessa forma, você deve amar sua identidade da forma como Deus a fez? Deus planeja restaurar nosso corpo e mente à perfeição. O que você acha que Ele vai restaurar em você?
IV. Os Olhos Não Viram
As alegrias do Céu e da Nova Terra serão magníficas, além da imaginação. No mais elevado sentido, herdaremos todas as coisas (Apoc. 21:7). Além de desfrutar as maravilhas da natureza e da comunhão com seres salvos e não caídos, poderemos fazer do caráter de Deus e dos poderosos feitos do Calvário nosso estudo eterno (Sal. 27:4; Efés. 2:6 e 7). Nossa mente será clara, inquiridora, perceptiva, notando cada nuance da verdade e do amor divinos. Nada que seja enganoso, grosseiro, fútil ou artificial depreciará nossa camaradagem ou conversação. Tudo será majestoso e glorioso, sem vaidade, pompa ou orgulho. Nossas mais brilhantes idéias e mais exaltadas descrições do Céu irão empalidecer em comparação com a gloriosa realidade que os santos logo herdarão. A própria eternidade não parecerá muito longa para se explorar plenamente o esplendor de tudo.
O Monarca do Céu quer que possuais e gozeis tudo quanto pode enobrecer, expandir e exaltar vosso ser, habilitando-vos a viver com Ele para sempre, projetando-se vossa existência paralela à vida de Deus. Que perspectiva oferece a existência por vir! Que encantos ela possui! Quão vasto e profundo e incomensurável é o amor de Deus, manifestado ao homem! Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus (Meditações Matinais, 1956), pág. 372.
V. O que Faremos Lá?
O Céu e a Nova Terra não serão um mundo imaterial de vagueações fantasmagóricas e passatempos insípidos. Saudaremos cada dia com entusiasmo e vivacidade, envolvendo-nos em estudo científico, em projetos artísticos, no cultivo da terra, na comunhão com mundos não caídos, conversas com os anjos, todos ligados aos privilégios reais e deveres elevados como corregentes com Cristo (Apoc. 3:21; 20:4). Infindável como é a eternidade, nunca diminuirá nosso interesse pela vida ou escasseará a fascinante variedade de nossas atividades; nunca nosso desenvolvimento se haverá de estagnar ou chegar ao limite. Ninguém jamais ficará aborrecido, cansado, inquieto ou insatisfeito. Na presença de Deus, haverá plenitude de alegria infindável; beberemos do rio de Seus prazeres para sempre (Sal. 16:11; 36:7-10).
Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. ... A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo. Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 677.
TESTEMUNHANDO |
Texto: Isaías 65:17-25
A grande maioria de cristãos nas pesquisas sobre religião diz que acredita no Céu; um número quase igual de pessoas diz que acredita que irá para lá. Mas depois dessas afirmações, a maioria dos cristãos fica num embaraçoso silêncio a respeito da realidade do Céu. Os púlpitos e periódicos cristãos têm relativamente pouco a dizer a respeito do Céu, deixando que a maioria das imagens seja transmitida pelas caricaturas de Hollywood, ou pela imaginação estereotipada. Nuvens... harpas... asas de anjos... um mundo demasiado monótono.
Quão mais emocionante é a descrição bíblica do Céu, na qual se planta e colhe, se constroem casas, celebram-se cultos, estudam-se livros, e se desfrutam os relacionamentos. No mais elevado e santo sentido, o Céu será um lugar sensual, transbordando com os dons de um Deus que Se deleita em tornar conhecida Sua bondade de formas tangíveis. A realidade física, corpórea do Céu e de todos os que se encontrarão ali é parte das boas novas sobre as quais os adventistas do sétimo dia são convidados a testemunhar.
Acima de tudo, os adventistas têm o privilégio de partilhar a sua convicção bíblica acerca do Céu como lugar de completa segurança (Sal. 46), contra a qual nenhum mal jamais se erguerá. Para uma humanidade cansada de guerras, hostilizada, sofredora, as melhores novas sobre o novo mundo é que esse lugar de refúgio, de santuário, será tão eterno quanto o próprio Deus, com quem não existe variação ou sombra de mudança (Tiago 1:17).
Como a crença a respeito do novo mundo de Deus afeta sua atitude para com as notícias dolorosas nas manchetes de nossos dias? Como você se relaciona com um amigo que esteja profundamente pessimista quanto ao futuro? Como a bendita esperança, embora seja um evento futuro, influencia nossa realidade presente e a transforma para melhor?
APLICAÇÕES À VIDA DIÁRIA |
Ponto de Partida:
Imagine poder conversar com Jesus face a face. Que pergunta em especial você gostaria de fazer-Lhe? Em sua opinião, o que Ele gostaria de perguntar a você?
Questões Para Debate:
1. A maior parte do que sabemos a respeito do Céu está revelada na Bíblia, a mesma fonte de nosso conhecimento sobre as origens. De seu estudo da Bíblia, você sabe o suficiente a respeito do Céu, para achá-lo atraente? Se não, o que mais você gostaria de saber?
2. Os maiores prazeres da Terra são fracos e sem graça, comparados com os prazeres da eternidade, que Deus preparou para Seus seguidores. Por que, então, tantas pessoas parecem não ter interesse real a respeito do Céu? O que você e sua igreja podem fazer para destacar a realidade do Céu?
3. Parece que temos desejo mais intenso da volta de Jesus quando passamos por alguma provação ou tragédia pessoal. O que poderia levar você a desejar mais a volta de Jesus em tempos normais, também?
4. A segunda vinda de Cristo será a causa do fim do pecado e do sofrimento uma vez por todas. Quem você acha que tem mais pressa de que isso aconteça? Nós ou Jesus?
Perguntas de Aplicação:
1. O que se pode fazer para impedir que aqueles que descartam a narrativa da Criação, conforme a Bíblia, descartem também as profecias e promessas acerca da nova Criação? O que você pode fazer para manter a fé sua e de outros baseada na evidência bíblica?
2. Existe o perigo de que nossa mente esteja tão direcionada para o Céu que não nos consideremos deste mundo? Qual é o antídoto?
3. Assim como a Criação, existe muita coisa a respeito da Nova Terra que não vamos compreender até chegarmos lá. Mas a realidade certamente será maior que nossas expectativas. Falando do Céu, o que é mais provável que atraia as pessoas que você conhece? Quanto a promessa de estar com Jesus influencia sua resolução de estar lá?