| Auxiliar e Comentários Adicionais |
| ESBOÇO |
Texto-chave: Romanos 6:23
Objetivos:
1. Destacar o ensino bíblico de que a causa da morte é a revolta contra Deus.
2. Reconhecer a inter-relação entre a natureza e a humanidade, e como o pecado afetou essa relação.
3. Reafirmar o ensino bíblico de que Deus renovará toda a Criação a seu tempo.
Esboço:
I. A Bíblia ensina que a morte é resultado do pecado (Gên. 3:4; Rom. 6:23).
A. A morte entrou neste mundo por causa do problema do pecado, introduzido por Adão e Eva, representantes da humanidade.
B. A morte teve um resultado adverso sobre a Criação.
C. A morte pode ser erradicada unicamente através da intervenção de Deus (o plano da redenção).
II. O pecado interfere em toda a Criação (Rom. 8:18-22).
A. Não há evidência bíblica de que os animais morressem antes do pecado de Adão e Eva.
B. O domínio de Adão sobre os animais ficou comprometido pelo pecado.
C. A interdependência entre animais e humanidade na lei bíblica do serviço foi prejudicada pelo pecado.
III. O problema do pecado elimina a possibilidade de ter havido evolução.
A. O problema do pecado requer uma resposta mais profunda do que simplesmente saber como as coisas acontecem na natureza.
B. O problema do pecado envolve toda a existência terrestre e requer a intervenção divina.
C. A Bíblia nos ensina o que Deus fez para resolver o problema do pecado.
Sumário:
A morte sobreveio à Criação como resultado da rebelião contra Deus. Quando Adão e Eva pecaram, puseram em risco toda a existência terrestre, pois eram os superintendentes do planeta. A Bíblia trata do principal, de corrigir o que foi feito na queda. A morte é o principal alvo para correção, e a obra expiatória de Cristo nos dá a resposta de Deus para a morte.
ComentáriosPor causa de suas interpretações errôneas dos dados geológicos, muitos cientistas são levados a concluir que a morte existiu na Terra muito antes da origem da humanidade. Esse conceito contradiz de alguma forma a Bíblia, que ensina que a morte veio por causa do homem, e é o salário do pecado (I Cor. 15:21; Rom. 6:23). A morte não é resultado inerente de processos naturais evolutivos. Os maiores intelectos, se não forem guiados pela Palavra de Deus, ficam perplexos na tentativa de investigar a relação entre ciência e revelação. O Criador e Suas obras estão além de sua compreensão; e, por não poderem ser explicados por leis naturais, a história bíblica é declarada duvidosa.
"Aqueles que questionam a confiabilidade dos registros bíblicos abandonaram sua âncora e são deixados a bater sobre as rochas da infidelidade. Quando se descobrem incapazes de aferir o Criador e Suas obras por seu próprio conhecimento imperfeito da ciência, questionam a existência de Deus e atribuem poder infinito à natureza." Ellen G. White, Testimonies for the Church, vol. 8, pág. 258.
I. Os Animais Têm Importância?A lei divina referente ao tratamento dos animais é coerente com o relato bíblico da Criação, indicando que tudo o que Deus fez foi muito bom, e destina-se a receber Seu amor e expressar Sua glória. (Ver Êxodo 23:5 e 12; Deut. 22:6 e 7; 25:4; Prov. 12:10) Deus trabalha para satisfazer o desejo de cada ser vivo (Sal. 145:16). Como indica a lição de domingo, os ensinos de Jesus sobre o interesse compassivo de Deus nas necessidades das menores criaturas dá amplo testemunho de Seu amor pelo reino animal.
As interpretações especulativas dos espécimes fósseis têm levado muitos cientistas a atribuir uma imensa idade à Criação, em desacordo com a Bíblia. Por causa de sua predominância, os cristãos fariam bem em ler um bom livro criacionista que refute sistematicamente os enganos da evolução. Três excelentes livros sobre o assunto são: O Mundo Já Foi Melhor, de Harry Baerg, A História da Vida, de Michelson Borges, e o livro de Ariel A. Roth a ser publicado em breve em português, cujo título em inglês é Origins.
II. Ligados a Adão
Uma das mais notáveis características dos animais mansos é o amor. Adão e Eva receberam domínio sobre os animais, que se reflete (mesmo em meio ao estado pecaminoso da natureza) na lealdade, afeição e dependência que os animais domesticados têm pelos humanos. Cada espécie de animal, com suas características e comportamento próprios, reflete algo da habilidade de Deus. Quão mais evidentes devem ter sido essas características antes que a natureza fosse maculada pelos efeitos perturbadores do pecado de Adão!
III. A Natureza, Antes e Depois do PecadoA alimentação original dos animais era a vegetação que Deus criou (Gên. 1:30). Isso significava que nenhuma criatura precisava tirar a vida de outra para sustento e sobrevivência. A violência, o consumo de carne e a rivalidade territorial no reino animal surgiram após o pecado. Foram tristes resultados da transgressão de nossos primeiros pais, e serviram para demonstrar vivamente os efeitos destrutivos do pecado. Toda a criação animal sofreu os efeitos adversos da transgressão de Adão. A ordem original de coexistência pacífica entre os humanos e os animais entrou em confusão.
ESTUDO INDUTIVO DA BÍBLIA |
Textos: Gênesis 1:28; 9:1-3; Êxodo 20; Levítico 11; Daniel 1:11-15
1. O fato de que Deus deu à humanidade o domínio sobre o reino animal sugere que temos um papel de mordomos quanto à natureza. Temos algo em comum com os alvos dos grupos ativistas que procuram forçar a proteção das espécies ou a prevenção do abuso dos animais? Como podemos agir de acordo com a Bíblia perante pessoas que dizem ter o direito dado por Deus de usar os animais para quaisquer propósitos que escolherem?
2. Os governos dos principais países do mundo enviaram representantes a reuniões sobre o ambiente terrestre dos anos 90. Eles querem diminuir o dano causado pelo abuso ambiental à Terra. Algumas decisões de governos do século 20 têm melhorado a qualidade da água e do ar, permitindo que tenhamos um ambiente mais seguro para se viver. Temos uma obrigação pessoal de pensar e agir da mesma forma em nossa vida diária?
3. O que a relação entre as pessoas e os animais mais inteligentes e sociáveis, como gatos, cães, cavalos, golfinhos e baleias, nos ensina sobre o propósito de Deus e Sua forma de tratar os seres criados? O que acontece a esses animais quando são maltratados pelos humanos?
4. Em Gênesis 1:29 Deus deu a Adão e a Eva uma alimentação vegetariana. Depois do Dilúvio, Ele ampliou a variedade de alimentos, para incluir as carnes limpas (Gên. 8:20; Lev. 11). Compare este fato com a escolha de Daniel, em Daniel 1:11-15. Que tipo de orientações alimentares encontramos na Bíblia? Se você devesse orientar sua alimentação pela Bíblia, em lugar do atual conhecimento científico, como seria? Você retornaria à idéia da Criação em Gênesis 1:29?
IV. A Transformação do Reino AnimalTodas as influências danosas que tomaram conta do reino animal devem-se à natureza cada vez mais rebelde da humanidade. Os antediluvianos passaram a caçar animais, causando-lhes sofrimento e comendo sua carne. A degradação e a doença do reino animal, resultantes da rebelião e da falta de discernimento humano são muito evidentes em nossos dias.
V. Morte dos Animais Antes do Pecado?
A Bíblia não deixa dúvidas: a morte é resultado do pecado do ser humano (Rom. 5:12 e 14; I Cor. 15:21). Os geólogos simplesmente interpretaram mal a evidência. O espaço aqui é muito limitado para incluir informações úteis sobre o assunto, mas os estudantes podem consultar o brilhante livro de Gerald W. Wheeler, The Two-Tailed Dinosaur, págs. 118-124.
"Os criacionistas suspeitam que o registro fóssil e as rochas sedimentares, em vez de expressarem uma longa sucessão de eras geológicas, bem podem evidenciar apenas uma era anterior, destruída num único cataclisma mundial. Vários fatos sugerem que: (1) as eras geológicas, identificadas primeiramente por seus fósseis, encontram-se indiscriminadamente em seqüências variadas em localidades diferentes ao redor do mundo, com qualquer sucessão possível, qualquer era faltando, ou mesmo colocada acima de outras eras supostamente mais recentes; (2) o fato de que as rochas de qualquer característica física, calcário, arenito, metamórficas, vulcânicas, soltas ou solidificadas, duras ou macias, etc., podem encontrar-se em qualquer das eras. (3) o fato de que qualquer formação local parece indicar sempre processos geológicos (por exemplo, vulcanismo, glaciação, tectonismo, sedimentação, etc.) atuando em intensidades muito mais elevadas, catastróficas, do que é o caso do mundo atual; (4) o fato de que os fósseis são, geralmente, em todas as eras, encontrados enterrados juntos em grande quantidade, sob condições que requerem necessariamente uma extinção cataclísmica e sepultamento rápido; (5) o fato de que as tradições de todas as nações e tribos ao redor do mundo descrevem um cataclisma por água, como requerem as formações geológicas." Henry M. Morris, The Troubled Waters of Evolution, págs. 21 e 22.
TESTEMUNHANDO |
Texto: Romanos 8:19-23
Já faz cerca de um ano que tivemos que colocar nosso velho cão, cheio de reumatismo, para dormir, mas a dor ainda está presente em todos nós. Com 14,5 anos de idade, Barney geralmente vivia cheio de dores, incapaz de levantar-se de sua cama na varanda de trás, cansado por pequenos esforços. Mas, com a visão gloriosa das crianças, meus filhos ignoravam os problemas físicos e viam o cão fiel cujos olhos estavam sempre brilhantes quando saíam para brincar, que enterrava sua cabeça branca e preta em seus braços, quando se ajoelhavam para abraçá-lo. Quando minha esposa e eu lhes contamos a terrível notícia de que Barney não tinha forças para viajar todo o país para nossa nova casa, eles reagiram como crianças de 5 ou 6 anos fariam. Mas, mais importante para eles era saber se veriam seu animal de estimação novamente. "Barney vai para o Céu?", eles queriam saber (e ainda querem).
A resposta de minha esposa, acho, foi uma obra prima, envolvendo nossos filhos e o silêncio da Bíblia sobre um assunto que afeta diretamente as crianças. "Quando Jesus vier, vamos perguntar-Lhe se Barney pode ir conosco", disse ela, ensinando-lhes a confiarem que o dia que trará a solução a todas as doenças humanas também trará a solução para a dor do reino animal.
Enquanto isso, existe uma lápide no caminho de uma montanha, que os meninos mantêm sempre limpa. Como as crianças de toda parte, esse encontro tão próximo com a morte os fez esperarem por aquele dia em que Ele "lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram (Apocalipse 21:4).
Como você, ou os membros de sua classe, partilham sua convicção sobre a ressurreição com crianças pequenas que perderam um parente ou um animal de estimação?
| APLICAÇÕES À VIDA DIÁRIA |
Ponto de Partida:
Fale em poucas palavras sobre um animal de estimação que tem ou teve: seu nome, seus hábitos, e o que lhe fez gostar tanto dele.
Questões Para Debate:
1. Outra vez, a lição desta semana procura conciliar a narrativa bíblica da Criação com o registro fóssil. Por que você acha que algumas pessoas ficam tão ansiosas de conciliar essas idéias?
2. Que tipo de relação entre seres humanos e animais Deus tinha em mente na Criação? Esse ideal se perdeu nos milhares de anos desde o pecado. Existem maneiras de restaurar em certa medida este lado do Céu?
3. Embora a morte pareça fazer parte do ciclo da vida natural sob a influência do pecado, o conceito do Paraíso Perdido (Éden) e do Paraíso Restaurado (Céu) refletem uma realidade de vida sem morte?
4. Você fica incomodado de que algumas pessoas o considerem simples ou ingênuo por crer no relato bíblico da Criação? Por quê?
Perguntas de Aplicação:
1. Como o conceito da soberania da humanidade sobre os animais, e a lei do serviço, podem refletir-se no relacionamento de um cristão com os animais? Como relacionar-se com assuntos como caçar, pescar, vestir peles, etc.?
2. Mais importante do que vencer um debate é demonstrar um testemunho cristão coerente. Qual acha você que é o mais poderoso argumento em favor do relato bíblico da Criação?
3. Se a morte veio em conseqüência do pecado, por que Deus fez das ofertas sacrificais o principal símbolo do Plano de Salvação?