| Auxiliar e Comentários Adicionais |
| ESBOÇO |
Texto-chave: II Pedro 3:5 e 6
Objetivos:
1. Examinar o Dilúvio do Gênesis como um evento histórico.
2. Estudar o Dilúvio do Gênesis como tipo do juízo divino mundial.
3. Sugerir que o Dilúvio do Gênesis responde a muitas perguntas sobre a idade da Terra.
Esboço:
I. A posição bíblica do Dilúvio (Gên. 7)
A. A Bíblia afirma que o Dilúvio teve alcance mundial.
B. A Bíblia descreve o Dilúvio como um evento histórico.
C. A Bíblia revela que o Dilúvio foi um juízo divino.
II. O Dilúvio como Juízo de Deus (Gên. 6:5-13).
A. A impiedade que mereceu julgamento foi corrupção total. "A maldade do homem se havia multiplicado na terra e... era continuamente mau todo desígnio do seu coração" Gên. 6:5.
B. A impiedade foi descrita na Bíblia como corrupção e violência.
C. Deus anunciou que a Terra seria destruída por causa da corrupção e da violência.
III. O Dilúvio traz a resposta para muitas de nossas perguntas sobre a idade da Terra.
A. A natureza física do Dilúvio implica uma súbita destruição e reorganização da Terra.
B. A moderna Geologia é naturalista (em oposição à sobrenaturalista) e não leva em consideração a destruição provocada pelo Dilúvio.
C. Assim como Deus proveu escape do juízo pela água, Deus também provê escape do juízo final pelo fogo.
Sumário:
A Bíblia é muito clara que todo o mundo foi destruído pelo Dilúvio em punição pela desbragada corrupção e violência. Esse evento histórico é usado na Bíblia como um tipo do juízo final pelo fogo. Mas, assim como Deus proveu um meio de escape para os fiéis, assim também criará um escape da destruição final.
ComentáriosO relato do Gênesis sobre o Dilúvio de Noé é indispensável por dois motivos: (1) revela a justiça e a misericórdia de Deus no trato com o mal, expondo assim Sua solução final para o problema do pecado; (2) dá uma explicação consistente e cientificamente sustentável das condições físicas do mundo hoje. Jesus e os escritores bíblicos trataram o Dilúvio como um fato histórico, do qual retiraram importantes lições morais e proféticas.
I. A Extensão do DilúvioAlguns cientistas e teólogos têm tentado reduzir o Dilúvio a uma inundação local, afetando principalmente a Mesopotâmia. Mas a evidência da ciência e da Bíblia não apóia esta posição diminuída. A Bíblia fala claramente que o fim de toda carne sobreveio perante Deus por causa da crescente impiedade do mundo (Gên. 6:13). Gênesis 7:21-24 especifica que o Dilúvio destruiu todos os animais vivos terrestres e aéreos que não estavam na Arca, e afirma que as montanhas mais altas foram cobertas por quinze cúbitos (mais de 7 metros) de água. Além disso, a Bíblia diz que toda a humanidade derivou unicamente dos sobreviventes do Dilúvio, que estiveram com Noé na Arca (Gên. 10:32; 11:1). Achar que o Dilúvio foi menos do que universal é tornar sem valor o registro bíblico dessa catástrofe.
II. Um Dilúvio Universal
A visão dos povos do mundo, apresentada nos primeiros capítulos de Gênesis, indica o interesse universal e amorável de Deus pela humanidade. Saber que nosso ancestral comum é Adão, que era filho de Deus (Lucas 3:38), confere uma dignidade à vida que ideologia ou teoria antropológica alguma poderia subverter. (É significativo que o título completo da obra magna de Darwin seja A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou a Preservação das Raças Favorecidas em sua Batalha Pela Vida. No desenvolvimento de suas filosofias, Marx, Nietzsche, Lenin, Stalin e Hitler inspiraram-se nas idéias de Darwin sobre as raças superiores e a sobrevivência do mais apto.)
A posição do Gênesis sobre todas as raças está relacionada com a proclamação do evangelho no Apocalipse a cada nação, tribo, raça, língua e povo (Apoc. 14:6-12; 22:17). Desde o princípio da história humana, até o seu final, o testemunho da Bíblia é de que "Deus amou o mundo de tal maneira..." (João 3:16).
Mas, assim como o Gênesis tem uma mensagem de misericórdia, tem também a mensagem de advertência para os rebeldes. Da mesma forma, o livro de Apocalipse testifica da misericórdia e do juízo de Deus. As pessoas do mundo antigo foram destruídas pelo Dilúvio pelas mesmas razões por que a moderna humanidade será destruída pelo fogo ao tempo da segunda vinda de Cristo: maldade e rejeição obstinada do evangelho.
III. Resultados do DilúvioSobre Gênesis 7 e 8, leia todo o capítulo "Depois do Dilúvio", págs. 105-110, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas. Repita para sua classe aquelas porções do capítulo que você achar mais importantes.
As concentrações maciças de diversos animais fossilizados em todo o mundo favorecem uma destruição repentina e global da vida. Muitos animais fossilizados estão em pé, alguns com comida na boca, indicando soterramento instantâneo, outros estão esmagados ou despedaçados como se fosse por massas de terra movendo-se violentamente. Extensos vales e planícies são verdadeiros cemitérios da acumulação caótica de criaturas que morreram repentinamente e todos juntos. Toda essa ampla e quase simultânea destruição da vida assemelha-se facilmente com o relato do Dilúvio em Gênesis. A evidência física não foi inventada, nem o relato bíblico exagerado.
ESTUDO INDUTIVO DA BÍBLIA |
Textos: Gên. 6; 9; 11:10-26; Luc. 17:26-30; João 3
1. A situação moral das pessoas se deteriorou a um nível muito baixo depois da queda no Jardim do Éden. Que diferenças você vê entre o mundo antediluviano e o pós-diluviano? Deus fez mudanças que retardaram o andamento da degradação moral após o Dilúvio? Quais foram elas? O surgimento de uma nação escolhida como povo de Deus na Terra fez diferença?
2. Por que Deus disse a Noé, depois do Dilúvio: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra"? Que semelhanças você vê entre a bênção de Deus em Gênesis 1:29 e essa ordem a Noé?
3. O mundo passa periodicamente por inundações locais devastadoras. Essas inundações têm alguma relação com o primeiro Dilúvio universal? O que houve de diferente no Dilúvio universal, ao tempo de Noé? Que promessa confortadora Deus deu ao mundo naquela ocasião?
4. Um membro de sua igreja vem tendo sua fé questionada repetidamente por um vizinho que adota a teoria da evolução. Por causa disso, ele começa a duvidar e fica desanimado em sua fé cristã, e o procura para obter ajuda. Como você pode ajudá-lo a usar a Bíblia, o Espírito de Profecia e seu próprio testemunho?
5. O Dilúvio foi um ato de juízo, de acordo com Lucas 17:26. De igual modo, os versos 28-30 sugerem que a destruição de Sodoma e Gomorra foi um ato específico de retribuição divina. Existem eventos ou fenômenos hoje que parecem ter sido atos dos juízos de Deus? Explique sua resposta.
6. Como devemos relacionar-nos com as evidências contraditórias, quando as posições científicas seculares parecem questionar nossa fé? O testemunho da Bíblia e as evidências históricas das profecias oferecem uma base segura para a fé e a investigação?
IV. Dilúvio e GeologiaA tabela de classificação geológica está fundada sobre o pressuposto de que os estratos rochosos se estendem de acordo com a idade, estando as rochas mais antigas por baixo. Afirma-se então que as amostras fossilizadas encontradas em cada camada representam os tipos sucessivos de vida que habitaram o mundo desde o princípio, imaginando-se que cobrem milhões, ou até bilhões de anos. A especulação sobre a idade das rochas (como vestígios fósseis) começou a ser sistematizada no século 19. Os geólogos modernos, porém, têm com freqüência encontrado camadas de rochas mais antigas em cima de outras mais recentes, uma descoberta que desafia a teoria de enormes diferenças na idade das rochas.
V. Via de Escape
Jesus e Pedro consideravam o Dilúvio universal dos dias de Noé como fato histórico. As lições a respeito do Dilúvio e da Segunda Vinda são quase as mesmas: (1) O Dilúvio se deu como juízo de Deus sobre um mundo moralmente depravado; pela mesma razão, a destruição sobrevirá ao mundo na Segunda Vinda de Jesus; (2) poucos criam no Dilúvio vindouro nos dias de Noé; poucos crerão na mensagem da hora do juízo nos dias finais da história terrestre; (3) quando sobreveio a destruição, nos dias de Noé, era muito tarde para arrepender-se; quando vier a destruição, no fim, será também muito tarde para arrepender-se. Mas as boas-novas são que "agora [é] o tempo sobremodo oportuno..., agora [é] o dia da salvação" (II Cor. 6:2). Não vamos retardar o arrependimento até que os juízos finais de Deus caiam sobre a Terra, pois então será muito tarde. Nossa segurança presente e futura está em conhecer a Cristo como nosso Salvador e Senhor.
TESTEMUNHANDO |
Os cristãos algumas vezes falam da ciência como se fosse uma coisa estática, com um conjunto de informações pronto e um método imutável de transmiti-la. Mas os eventos no mundo da geologia durante os últimos 50 anos demonstram como teorias já desacreditadas podem passar a ser amplamente aceitas, enquanto posições de consenso desaparecem.
As viagens de pesquisa do Instituto de Geociências através do noroeste americano nos últimos anos tem exposto centenas de pastores e professores adventistas a evidências surpreendentes da teoria geológica conhecida como catastrofismo. O catastrofismo defende que grande parte da superfície física de uma região pode ser resultado de eventos naturais repentinos e catastróficos, especialmente incluindo inundações, em vez de ser resultado de processos longos e lentos de erosão (algumas vezes chamado de uniformitarianismo).
Cinqüenta anos atrás, as afirmações de um geólogo pioneiro de que grande parte da paisagem dos Estados de Washington e Oregon era resultado de uma inundação regional durante a última era glacial, recebiam apenas zombaria. Hoje, a evidência física se tornou tão imperiosa que muitos cientistas abandonaram o uniformitarianismo e aceitam um conceito geral de catastrofismo, incluindo até mesmo grandes formações como o Grand Canyon, no Arizona, EUA, e outras formações do sudoeste americano. Esse reconhecimento cria um grande espaço para o tipo de mudança geológica cataclísmica que os adventistas crêem que resultou do Dilúvio universal descrito no Gênesis.
A tendência do pensamento acadêmico hoje abre o caminho para uma presença decisiva e articulada de adventistas em todos os campos científicos, explicando pacientemente a harmonia que pode ser vista entre os registros bíblicos e os dados científicos, e aconselhando cautela a colegas que poderiam de outra forma embarcar em conclusões de curta duração!
Como os membros de sua classe poderiam partilhar a fé num Dilúvio universal com pessoas que crêem que isso é cientificamente impossível, ou simplesmente um mito cultural?
| APLICAÇÕES À VIDA DIÁRIA |
Ponto de Partida:
Descreva em poucas palavras um momento decisivo em sua vida, que provocou uma mudança de direção. Se puder, identifique o papel que Deus exerceu nesse evento.
Questões Para Debate:
1. Que lições espirituais a respeito do Dilúvio podem ser esquecidas enquanto defendemos a realidade da história bíblica? O que existe no relato bíblico do Dilúvio para edificar sua fé em Deus?
2. Além da maldade na Terra, outra razão para o Dilúvio foi que "isso... pesou no coração [de Deus]" (Gên. 6:6, NVI). O que poderia pesar no coração de Deus? Como podemos levar Deus a sentir pesar ou dor? O que isso revela a Seu respeito?
3. A descoberta de provas (objetos da arca, por exemplo) o ajudaria a crer no relato bíblico? Por quê?
4. Que perigo para a unidade da Bíblia existe se defendermos uma posição menos que literal do Dilúvio? Que outras doutrinas estariam em perigo de ser compreendidas simbolicamente?
Perguntas de Aplicação:
1. Como você explica a presença de apenas oito pessoas na Arca de Noé? Não foi a falta de conhecimento da chuva, mas o espírito de rebelião que os levou a ignorar os avisos de Deus? Como essa rebelião se revela hoje?
2. Se soubessem o que iria acontecer, os habitantes da Terra antes do Dilúvio poderiam ser coagidos a obedecer pelo medo. Por que o medo não é um bom motivo para se querer escapar da destruição da Terra pelo fogo (II Ped. 3:10)? Qual deve ser a motivação?
3. Visto que você não pode prever que as pessoas a quem dá seu testemunho concordarão com você a respeito do Dilúvio, como você pode persuadi-los a respeito da realidade do amor de Deus?