A
respeito do autor:
Nasceu em São Paulo, Brasil, a 3
de junho de 1913. Cursou os estudos primários na Escola Paroquial de Santa Cecília, o
ginásio, no Liceu Coração de Jesus e o científico no Liceu Anglo-Latino. Cursou
Geologia, na Universidade de São Paulo, com vários diplomas de pós-graduação.
Cursou, ainda, Composição, no
Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, com o professor João Sepe e
orquestração com o professor Furio Franceschini.
Desde os 14 anos, quando tomou
contato com os índios Guarani-Nhandeva, de Itanhaém, e aos 21, com muitas tribos do
Pantanal: Guaiacuru, Andauê, Chiriguano, Terena e outras, passou a interessar-se pelo
estudo das línguas da América e suas origens. Estudou cerca de 200 dialetos e elaborou
ointenta e três monografias, das quais foram editadas apenas quatro.
É autor de seis dicionários:
Tupi-Português, Guarani-Português; Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi;
Dicionário da Mitologia Universal; Vocabulário Tupi Comparado; Dicionário de Termos
Asiáticos e Ameríndios, este último ainda inédito.
Há 40 anos dedica-se
incansavelmente à elaboração de sua obra principal Dicionário de Raízes Primitivas,
cujo objetivo é demonstrar com evidências o monogenismo linguístico.
É co-fundador de dois institutos
de arqueologia: I.A.B. Instituto de Arqueologia Brasileira (Seção de São Paulo) e
I.P.A., Instituto Paulista de Arqueologia. É Diretor do Museu Particular de Jundiaí
"Francisco de Matheo" e membro Titular do Instituto Histórico e Geográfico de
São Paulo.
Sobre a obra:
Esta obra do autor divide-se em
duas partes. Nas primeira parte é apresentada a sua posição a favor do monogenismo
lingüístico, partindo de alguns pressupostos que embora aceitem alguns conceitos
evolucionistas, também reforçam as teses criacionistas, como exemplificado a seguir.
Provas do Monogenismo
Lingüístico: "Se eu afirmar que os antigos Egípcios denominavam o sapo com um
termo idêntico à língua tupi, e provavelmente com esta tem relações longínquas, pode
causar espanto. Porém os sessenta anos de experiência de estudos de línguas comparadas
deu-me extraordinária credibilidade quanto a origem comum de todas as línguas. Se o
Tupi, denominou o sapo com uma onomatopéia primitiva CURURU ou CURURUK, que se pode
traduzir por "resmungar, essa mesma onomatopéia utilizou o antigo Egípcio. E não
só este, mas outros povos de regiões do mundo distantes. Não importa o tempo e o
espaço que separam duas línguas de povos diversos, seja de qualquer continente. No caso
da onomatopéia CURURUK, é que sua origem paleolítica deve ter influenciando ou
permanecido em muitos povos inclusive indo-europeus. Sânscrito, KRUS, grito, lamento;
Alemão, KRÖTE, sapo; Português, CRUJ-IR, lamentar a coruja; entre os índios Timbira,
KRÜG, estar colérico, estar resmungão, etc."
O fato é que o Tupi, língua da
América, há cinco mil anos, teria provindo da Ásia Central ou Oriente Próximo onde
teria tido relações indiretas com o antigo Egípcio, com o Japonês, com o Sumeriano,
com dialetos indo-europeus e muitas línguas africanas. Não existe, sequer, uma língua
indígena na América que seja autóctone. Chamar nossos índios de aborígenes, por
tanto, constitui um grave erro.
Se compararmos os verbos de
diferentes dialetos pertencentes a famílias diversas, encontraremos muitas
dessemelhanças. Mas, no caso das partes do corpo, o número de termos cognatos é bem
maior. E no que tange aos pronomes, os cognatos aumentam extraordinariamente. Isto quer
dizer que estes nasceram bem mais recentemente. Provavelmente influenciados pelas
civilizações dominantes: egípcia, sumeriana, chinesa, elamita, de semitas, de povos do
Vale do Indo, etc. Outrossim, observamos que, quando nos afastamos no tempo, isto é,
quando comparamos, línguas mortas da antigüidade histórica, termos entre elas muitos
mais termos cognatos, evidentemente.
Neste dicionário verá o leitor um
mesmo termo com um mesmo significado, na Ásia, na Europa, na África, na Oceania e nas
línguas indígenas da América. Creio, pois que esta obra irá surpreender muitos
estudiosos, que não poderão compreender como cheguei ao âmago do tão complexo
problema: a origem comum de todas as línguas, ou melhor, uma prova evidente do
monogenismo lingüístico.
Na segunda parte é apresentado um
"Resumo do Dicionário de Raízes Primitivas", com algumas raízes selecionadas,
e com vários interessantes gráficos ilustrativos.
Finalmente, é adicionada uma vasta bibliografia, e ressaltado que para
a execução do trabalho completo foram consultados mais de 8.000 livros e revistas, bem
como documentos raros, durante um período de 40 anos.
A impressão deste Dicionário foi feita sob os auspícios da Sociedade Criacionista
Brasileira, que reconheceu o valor da obra do autor, ele mesmo um símbolo de
perseverança, e vislumbrou o valor de suas pesquisas sobre o relacionamento entre as
línguas Tupi e Suméria, que complementam magnificamente o trabalho de Guilherme Stein
Jr. sobre a origem comum das línguas e das religiões. |