Revisão Bibliográfica

 

Dicionário de Raízes Primitivas
   
                 
por Luiz Caldas Tibiriçá.
Edição Resumida, publicada pela SCB, janeiro de 1999.

Estudos comparativos que demonstram a existência de uma lingua mãe pré-histórica e sua difusão universal.

A respeito do autor:

Nasceu em São Paulo, Brasil, a 3 de junho de 1913. Cursou os estudos primários na Escola Paroquial de Santa Cecília, o ginásio, no Liceu Coração de Jesus e o científico no Liceu Anglo-Latino. Cursou Geologia, na Universidade de São Paulo, com vários diplomas de pós-graduação.

Cursou, ainda, Composição, no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, com o professor João Sepe e orquestração com o professor Furio Franceschini.

Desde os 14 anos, quando tomou contato com os índios Guarani-Nhandeva, de Itanhaém, e aos 21, com muitas tribos do Pantanal: Guaiacuru, Andauê, Chiriguano, Terena e outras, passou a interessar-se pelo estudo das línguas da América e suas origens. Estudou cerca de 200 dialetos e elaborou ointenta e três monografias, das quais foram editadas apenas quatro.

É autor de seis dicionários: Tupi-Português, Guarani-Português; Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi; Dicionário da Mitologia Universal; Vocabulário Tupi Comparado; Dicionário de Termos Asiáticos e Ameríndios, este último ainda inédito.

Há 40 anos dedica-se incansavelmente à elaboração de sua obra principal Dicionário de Raízes Primitivas, cujo objetivo é demonstrar com evidências o monogenismo linguístico.

É co-fundador de dois institutos de arqueologia: I.A.B. Instituto de Arqueologia Brasileira (Seção de São Paulo) e I.P.A., Instituto Paulista de Arqueologia. É Diretor do Museu Particular de Jundiaí "Francisco de Matheo" e membro Titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Sobre a obra:

Esta obra do autor divide-se em duas partes. Nas primeira parte é apresentada a sua posição a favor do monogenismo lingüístico, partindo de alguns pressupostos que embora aceitem alguns conceitos evolucionistas, também reforçam as teses criacionistas, como exemplificado a seguir.

Provas do Monogenismo Lingüístico: "Se eu afirmar que os antigos Egípcios denominavam o sapo com um termo idêntico à língua tupi, e provavelmente com esta tem relações longínquas, pode causar espanto. Porém os sessenta anos de experiência de estudos de línguas comparadas deu-me extraordinária credibilidade quanto a origem comum de todas as línguas. Se o Tupi, denominou o sapo com uma onomatopéia primitiva CURURU ou CURURUK, que se pode traduzir por "resmungar, essa mesma onomatopéia utilizou o antigo Egípcio. E não só este, mas outros povos de regiões do mundo distantes. Não importa o tempo e o espaço que separam duas línguas de povos diversos, seja de qualquer continente. No caso da onomatopéia CURURUK, é que sua origem paleolítica deve ter influenciando ou permanecido em muitos povos inclusive indo-europeus. Sânscrito, KRUS, grito, lamento; Alemão, KRÖTE, sapo; Português, CRUJ-IR, lamentar a coruja; entre os índios Timbira, KRÜG, estar colérico, estar resmungão, etc."

O fato é que o Tupi, língua da América, há cinco mil anos, teria provindo da Ásia Central ou Oriente Próximo onde teria tido relações indiretas com o antigo Egípcio, com o Japonês, com o Sumeriano, com dialetos indo-europeus e muitas línguas africanas. Não existe, sequer, uma língua indígena na América que seja autóctone. Chamar nossos índios de aborígenes, por tanto, constitui um grave erro.

Se compararmos os verbos de diferentes dialetos pertencentes a famílias diversas, encontraremos muitas dessemelhanças. Mas, no caso das partes do corpo, o número de termos cognatos é bem maior. E no que tange aos pronomes, os cognatos aumentam extraordinariamente. Isto quer dizer que estes nasceram bem mais recentemente. Provavelmente influenciados pelas civilizações dominantes: egípcia, sumeriana, chinesa, elamita, de semitas, de povos do Vale do Indo, etc. Outrossim, observamos que, quando nos afastamos no tempo, isto é, quando comparamos, línguas mortas da antigüidade histórica, termos entre elas muitos mais termos cognatos, evidentemente.

Neste dicionário verá o leitor um mesmo termo com um mesmo significado, na Ásia, na Europa, na África, na Oceania e nas línguas indígenas da América. Creio, pois que esta obra irá surpreender muitos estudiosos, que não poderão compreender como cheguei ao âmago do tão complexo problema: a origem comum de todas as línguas, ou melhor, uma prova evidente do monogenismo lingüístico.

Na segunda parte é apresentado um "Resumo do Dicionário de Raízes Primitivas", com algumas raízes selecionadas, e com vários interessantes gráficos ilustrativos.

Finalmente, é adicionada uma vasta bibliografia, e ressaltado que para a execução do trabalho completo foram consultados mais de 8.000 livros e revistas, bem como documentos raros, durante um período de 40 anos.

A impressão deste Dicionário foi feita sob os auspícios da Sociedade Criacionista Brasileira, que reconheceu o valor da obra do autor, ele mesmo um símbolo de perseverança, e vislumbrou o valor de suas pesquisas sobre o relacionamento entre as línguas Tupi e Suméria, que complementam magnificamente o trabalho de Guilherme Stein Jr. sobre a origem comum das línguas e das religiões.