A
ARCA DE NOÉ
1. A arca de Noé foi encontrada?
Não. Várias expedições buscaram encontrá-la,
mas sem sucesso. Algumas formações rochosas com "forma
de barco" foram encontradas na área do Ararat, mas não
há nada especial com relação a elas. Há
numerosos relatos de pessoas que dizem ter visto a arca, mas não
há evidências para apoiar estes relatos. Parece pouco
provável que a arca venha a ser encontrada. Deve-se rejeitar
as afirmações de que a arca foi encontrada, mas que
é necessário mais dinheiro para obter as provas. Se
a arca fosse realmente descoberta, os meios de comunicação
iriam assegurar que todos soubessem disso rapidamente.
2. Como todos os milhões de espécies de animais
poderiam caber na arca?
Não poderiam. A arca foi projetada para incluir apenas vertebrados
terrestres -- aqueles que caminham sobre a terra e respiram através
de narinas (Gênesis 7:22). Isso não inclui animais
marinhos, vermes, insetos e plantas. Há menos de 350 famílias
de vertebrados terrestres vivos. A maioria destes são do
tamanho de um gato doméstico ou menor. Se cada família
taxonômica estivesse representada na arca por um par de espécimes,
e com as poucas famílias "limpas" representadas
por sete pares, a arca deveria conter menos do que 1000 indivíduos.
A arca poderia provavelmente acomodar dez vezes este número
(1). A questão de espaço para os animais na
arca não é um problema difícil.
3. É razoável supor que cada família taxonômica
poderia ser representada por um único par ancestral na arca?
Isto não irá exigir taxas evolutivas absurdas após
o dilúvio?
Algumas famílias taxonômicas podem ser grupos que representam
mais do que um par de espécimes ancestrais. Entretanto, um
par pode ter sido suficiente na maioria dos casos. Sabe-se que algumas
espécies atuais possuem suficiente variabilidade genética
para produzir variações morfológicas equivalentes
a gêneros diferentes (2). As taxas de mudança
morfológica podem depender do grau de isolamento genético,
da quantidade de stress ambiental e também do tempo (3).
4. O que se pode dizer sobre alimentação, água
e saneamento para todos aqueles animais?
Estas questões não são discutidas na Bíblia.
A água da chuva poderia estar disponível, tornando
o armazenamento de água desnecessário. O alimento
foi aparentemente guardado na arca (Gênesis 6:21-22). O Deus
que revelou a vinda do dilúvio, instruiu Noé sobre
como preparar a arca e dirigiu os animais para a arca, certamente
cuidou da "logística" necessária para o
cuidado deles.
5. O que se pode dizer sobre animais com alimento muito específico,
tais como o coala que requer folhas de eucalipto?
Não sabemos se os coalas foram sempre restritos a folhas
de eucalipto, ou se sua dieta mudou. Nem mesmo sabemos se os coalas
existiram antes do dilúvio, ou se eles se diferenciaram a
partir de um ancestral que tenha sido preservado durante o dilúvio.
Possivelmente não haja um meio de obter a resposta.
6. Como os animais puderam encontrar seu caminho a partir da
arca até a América do Sul ou a Austrália?
Não sabemos, mas parece provável que os animais foram
dirigidos de forma sobrenatural para ir para a arca, e de novo para
se dispersar a partir da arca. Isto pode ter sido obtido pela implantação
de um impulso instintivo para migrar, ou pode ter sido através
da ação direta de anjos. Alguns podem objetar sobre
a invocação de atividade sobrenatural, mas esta é
inerente a toda a história do dilúvio. Atividades
sobrenaturais não implicam necessariamente violação
de leis naturais, mas sim que os eventos foram dirigidos por seres
de inteligência superior.
7. Que problemas não resolvidos sobre a arca de Noé
são de maior preocupação?
Quantas espécies diferentes de animais foram salvas na arca
de Noé, e quais são seus descendentes? Como os vertebrados
terrestres se espalharam da arca até sua atual distribuição?
Notas para as perguntas sobre a arca
1. Para uma discussão criacionista sobre o espaço
na arca, ver: Wodmorappe J. 1994. "The biota and logistics
of Noah's ark". In Walsh R. E, editor, Proceedings of the
Third International Conference on Creationism, July 18-23, 1994.
Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, p 623-631.
2. (a) Wayne R. K. 1986. "Cranial morphology of domestic
and wild canids: the influence of development on morphological change".
Evolution 40:243-261; (b) Ver também as perguntas
feitas sobre mudanças nas espécies.
3. Parsons P. A. 1988. "Evolutionary rates: effects
of stress upon recombination". Biological Journal of the
Linnean Society 35:49-68.
|