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C.
EVERET KOOP (1916 - )
Foi cognominado
o médico de família da América, quando completou
seu mandato de Ministro da Saúde dos Estados Unidos, exercido
de 1981 a 1989. Anteriormente, por 35 anos havia sido cirurgião
chefe do Hospital Infantil de Filadélfia, notável por
seu êxito em reparar defeitos em bebês prematuros e defeituosos.
No transcurso de seu primeiro ano no Hospital Infantil, pouco a pouco
foi se apercebendo do que significava ser cristão. "Como
uma pessoa cuja educação e experiência me haviam
dado completa fé na ciência, cheguei a compreender uma
verdade mais elevada. Dali em diante vi a coexistência entre
a ciência e Deus". No Hospital Infantil, ensinou aos residentes
não somente a dominar a ciência médica, mas também
a compartilhar o elixir da bondade humana com os pacientes angustiados.
Dois incidentes causaram profundos impactos em sua compreensão
espiritual. Em 1968, seu filho de 20 anos, ao escalar uma montanha,
encontrou a morte. Ao escrever, em sua dor, Koop reflexiona, "Deus
era poderoso para salvá-lo, porém em Sua soberania escolheu
não fazê-lo". Logo mais, em 1981, teve momentos
amargos porque os críticos de sua posição cristã
buscaram motivos para impedir sua nomeação como Ministro
da Saúde da nação. Ele disse que, em sua leitura
bíblica matutina, com sua esposa, "foi-nos de grande ajuda
o chamado de Deus a Abraão para deixar seu lar, e a Primeira
Epístola de Pedro, capítulo 4, que indica como atuar
quando se é vilipendiado".
O que
seus oponentes combatiam eram as suas convicções: O
Dr. Koop se opunha ao aborto, ao sexo fora do matrimônio, ao
homossexualismo, à propaganda do tabaco, especialmente por
aqueles que procuravam aumentar seu uso no terceiro mundo, e considerava
o cigarro igual à heroína.
Contudo,
ele prefere chamar-se de evangélico e não de fundamentalista,
porque evangélico é um "mensageiro, que leva boas
novas da misericórdia de Cristo". Preferia a atitude do
afetuoso médico de família à de moralista rabugento.
Respeitava o valor da vida: da alta sociedade, das crianças
desnutridas, das mulheres que sofrem abusos, dos ativistas, como também
daqueles com AIDS. Era muito bondoso com todos os debilitados e os
carentes de direitos. No final do período em que ocupou o cargo
de Ministro da Saúde da nação, muitos de seus
críticos anteriores agora o aplaudiam, e alguns daqueles que
o apoiaram, agora o desdenhavam. Isso talvez, por causa de três
posições que tomou:
1. No caso jurídico de um bebê nascido com defeito físico,
ao qual privaram de alimento para encurtar-lhe a vida, Koop formulou
regulamentos estritos para evitar repetições, porém
o tribunal os rejeitou. Então Koop os modificou em parte, para
que fossem aprovados. Isto desgostou aos intransigentes, porém
ele preferiu alguma coisa, antes que nada. No mundo "não
se pode tornar ilegal tudo o que é imoral".
2. Buscou apoio para encontrar remédios para a AIDS. Os conservadores
não o apoiavam porque consideravam a AIDS "castigo de
Deus". Apesar de não concordar com a promiscuidade sexual,
considerava que, como Ministro deveria interessar-se pela saúde
tanto de pessoas morais como de imorais. Por isso, favoreceu a educação
sexual e a educação preventiva. Até os homossexuais
o respeitavam e depositaram confiança nele.
3. Quando preparou seu informe sobre os efeitos do aborto na mulher,
consultou 255 estudos. Encontrou alguns estudos que o consideravam
perigoso, e outros não, e achou falhas metodológicas
em todos os estudos. Não encontrou prova incontroversa do dano,
e por isso não pôde regulamentar, como queria, a prática
do aborto. Muitos que o haviam apoiado advogavam uma regulamentação
com base nos conceitos morais, e não aceitavam que ele dissesse
que não poderia ser desonesto, porque faltava evidência
científica.
Por causa da sua honestidade intelectual, moral e ética, chegou
a ser um dos servidores públicos mais admirados dos Estados Unidos,
e recebeu o mais importante reconhecimento civil, a "Medalha Presidencial
de Liberdade". Este é um caso notável de alguém
que integrou com êxito sua vida religiosa com sua vida profissional.
Referências
Koop: "The Memories of America's Family Doctor". C. E. Koop
1991.
"Soul Survivor: How my Faith Survived Church". Philip Yancei
2001, pp. 179-203.
Site: http://www.drkoop.com
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