Universo é mais velho do que se previa, dizem cientist

UNIVERSO É MAIS VELHO DO QUE SE PREVIA, DIZEM CIENTISTAS

 

Foi divulgada no JC e-mail 4689, de 21 de Março de 2013, notícia publicada na revista “Valor Econômico”, com informações da “Associated Press” sobre a recente conclusão de que o Universo é 80 milhões de anos mais velho do que se acreditava. Por ser assunto de interesse para nossos leitores, transcrevemos essa notícia a seguir.

 

O Universo é um pouco mais velho do que se acreditava. Para ser mais exato, 80 milhões de anos mais velho. Esta é a conclusão científica divulgada nesta quinta-feira, ratificando a teoria segundo a qual o Universo se catapultou de um tamanho subatômico para uma expansão observável em uma fração de segundo.

A teoria do Big Bang é a mais abrangente sobre o começo do Universo, segundo os cientistas. Ela diz que a porção visível do Universo, que era menor que um átomo, em um breve instante explodiu, esfriou e começou a se expandir vertiginosamente, muito mais rápido que a velocidade da luz.

O telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia, esquadrinhou o resplendor remanescente do Big Bang, determinando que o Universo tem 13,81 bilhões de anos.

 

 

O Telescópio Espacial Planck

 

O estudo também concluiu que o cosmos se expande ligeiramente mais devagar que o antes calculado, tem um pouco menos de energia escura e um pouco mais de matéria normal. Mas os cientistas disseram que essas mudanças são "minúsculas", em cálculos sobre o Universo, que envolve cifras tão enormes.

"Descobrimos uma verdade fundamental sobre o Universo", disse George Estfhathiou, diretor do Instituto Kavli de Cosmologia da Universidade Cambridge, que anunciou hoje o estudo. "Há um pouquinho menos do que não compreendemos."

O telescópio espacial Planck, com um custo de US$ 900 milhões, foi lançado em 2009. Ele foi utilizado durante mais de 15 meses para explorar o céu, examinar luminosidades fósseis e ecos sonoros do Big Bang na radiação cósmica ambiental. Antecipa-se que ele seguirá transmitindo dados até o fim de 2013, quando se esgotará seu fluido anticongelamento.

"Que triunfo maravilhoso do uso da matemática para descrever a natureza", disse o físico Brian Green, da Universidade de Colúmbia, que não teve relação com o estudo. "É uma descoberta notável", considerou o especialista.

 

“Há um pouquinho menos do que não compreendemos.” Essa é verdadeiramente uma confissão de ignorância que mais apropriadamente poderia ser reescrita como “Há um pouquinho menos do muitíssimo que não compreendemos”, ou ainda “Há um infinitésimo que passamos a compreender dentro da infinitude de nosso desconhecimento“. Um pouco de modéstia não faz mal a ninguém!

 

JC de 21 de Março de 2013

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